Diário da Manhã

Saúde

Eles estão mais preocupados?

Autor: Daniel Rohrig
Eles estão mais preocupados?
Foto: Divulgação

Preocupação dos homens em relação aos cuidados com a saúde pode evitar doenças graves

A afirmação de que os homens cuidam menos da saúde do que as mulheres não pode mais ser rotulada de mito. Pelo menos é o que aponta uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia. De acordo com a instituição, 44% dos homens nunca foram ao urologista, fator que representa uma certa resistência por parte da população masculina em realizar os exames preventivos.

Mas há quem diga que este comportamento pode estar mudando. Para a psicóloga, Janaina Reolon Biasi, que hoje em dia, existe uma maior preocupação com a saúde tanto por parte dos homens quanto das mulheres. “No caso dos homens, existem campanhas e abordagens em relação às doenças e seus tratamentos, e principalmente no que diz repeito à prevenção. Com isso já é possível perceber algumas mudanças em termos de busca de uma qualidade de vida e melhores hábitos” pontua a profissional.

Mesmo observado certa possibilidade de mudança neste comportamento, é fato que aspectos culturais podem influenciar diretamente na busca por cuidados médicos. “Para o homem, é mais difícil reconhecer e assumir que não está bem, assumir sua fragilidade, e isso faz com que não procurem ajuda” explica Janaina, sobre os possíveis motivos para este impasse.

A psicóloga acredita que muitos tabus ainda rondam os métodos preventivos, como os exames de detecção do câncer de próstata, por exemplo. Neste caso, é preciso desmistificar os tabus que envolvem a prevenção, incluindo o exame de toque, em que muitos homens temem este exame por associarem a masculinidade ou a sexualidade.

“É importante levar em consideração os aspectos emocionais relacionados ao paciente com diagnóstico de câncer de próstata, em que sentimentos de medo e insegurança podem estar presentes, além das preocupações com as questões da sexualidade que podem afetar a sua auto-estima” encerra Janaina.

Baixa aderência

O monitoramento do Instituto Nacional do Câncer, em parceria com a Sociedade Brasileira de Urologia, aponta que o preconceito com o exame de toque retal ainda é forte no Brasil. Entre 2012 e 2013, apenas 32% dos homens brasileiros declararam já ter feito o exame de toque. Números que poderiam ter conotação mais otimista a partir de uma mudança no comportamento da população masculina em relação aos cuidados com a saúde. Segundo o coordenador da campanha contra o câncer de próstata no Novembro Azul realizado pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, Geraldo Faria, o principal motivo para as altas taxas é o preconceito dos homens em fazer o exame de toque retal, fundamental para descobrir a doença.

“Temos dois exames que têm de ser realizados de maneira concomitante, que é o exame do toque, e a realização do exame de sangue, que é o PSA. Esses dois exames, quando associados, dão uma segurança de mais de 90% em fazer um diagnóstico precoce da doença. Infelizmente, esse preconceito ainda existe” lamenta Faria.

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