Diário da Manhã

Política

Sindicatos prometem reforço em atos contra Reforma Previdenciária

Autor: Édson Coltz
Sindicatos prometem reforço em atos contra Reforma Previdenciária
Foto: Édson Coltz/DM

Enquanto o governo articula apoio para a aprovação do texto ainda neste ano, entidades sindicais organizam manifestações nas ruas

As mudanças propostas pelo Governo na PEC da reforma da Previdência, que a deixaram mais amena, ao que parece, está surtindo efeito politicamente. Se até a semana passada, os indicativos eram de que o texto não passaria pelo Plenário da Câmara ainda neste ano, por falta de apoio, agora, as manifestações públicas de aliados governistas demonstram um cenário distinto, mais favorável às intenções do Planalto. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que, até a próxima quinta-feira (7), espera avançar na organização da base de parlamentares para aprovar a reforma. Apesar de reconhecer que o governo ainda está longe da aprovação, ressaltou que, nas duas últimas reuniões de que participou, os presidentes dos partidos assumiram que vão trabalhar para isso durante a semana.

Em paralelo às tratativas políticas em Brasília, o texto motiva protestos pelo país, como os promovidos nessa terça-feira (05) por entidades sindicais em Passo Fundo. A concentração iniciou na Praça do Teixeirinha de onde os manifestantes partiram em caminhada pela Av. Brasil, até a esquina com a Rua Bento Gonçalves. Participaram integrantes do Comitê Intersindical Popular, formado por sindicatos como o Simpasso, dos Comerciários, Cpers, além da Assembleia Nacional dos Estudantes Livres e MST. “Nos reunimos, principalmente, para conscientizar a sociedade, através de panfletagem, do quão prejudicial é a forma que o governo vem tentando implementar essa reforma da Previdência. Traz um regresso ao nosso trabalhador”, defendeu Éverson da Luz Lopes, presidente do Simpasso. Conforme disse, se a PEC for a votação na próxima semana, novos protestos ocorrerão.

Convocada por centrais sindicais, a mobilização inicial era para uma greve geral nessa terça-feira, um dia antes de a Câmara dos Deputados votar a reforma. No entanto, o presidente da Casa, Rodrigo Maia, adiou ainda na última semana a votação por causa da falta de votos suficientes para a aprovação - são necessários 308 votos. Com o adiamento, as centrais sindicais decidiram também suspender a greve geral, mas mantiveram a realização de protestos em algumas cidades. De acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), as mobilizações ocorrem em 25 estados.

O governo argumenta que a intenção da reforma é acabar com as diferenças entre os trabalhadores. Nos últimos discursos, o presidente Michel Temer destacou que a Reforma da Previdência não deve ser "ampla", como a proposta inicial. A ideia agora é estabelecer a idade mínima para aposentadorias (62 para mulheres e 65 para homens) e equiparação do sistema público ao privado.

Novo texto

Entre os principais pontos da nova proposta relacionada a PEC 287, estão a fixação de idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e 62 para mulheres, como estava no texto original, sendo que professores e policiais passam a cumprir exigência de 60 anos e 55 anos, respectivamente, sem distinção de gênero. Os trabalhadores rurais foram retirados da reforma e mantêm as condições atuais de aposentadoria, enquanto o valor do Benefício de Prestação Continuada (BPC) foi mantido em um salário mínimo. A unicidade de tratamento entre trabalhadores públicos e privados foi mantida como no texto original.

O tempo de contribuição mínima para aposentadoria no Regime Geral da Previdência Social (RGPS) dos trabalhadores privados foi diminuído para 15 anos, enquanto o do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), dos servidores públicos, permaneceu em 25 anos. Com 15 anos no RGPS, o trabalhador se aposenta com 60% da renda média de contribuição. No RPPS, a partir do mínimo de 25 anos de contribuição, o servidor começa com 70%. O tempo para se aposentar com 100% da renda média de contribuição ficou em 40 anos.

Apesar das mudanças, apresentadas em novembro, Da Luz ainda considera a matéria prejudicial à população. “Não foi levado em consideração a tipicidade de cada região do país e nem a particularidade das profissões. Simplesmente foi apresentada uma proposta que é prejudicial, ao limitar uma idade mínima de 65 anos, quando vemos que o que ele divulga quanto a longevidade maior do brasileiro é um engodo para aprovar essa reforma. Por hora, ele [governo] está deixando o trabalhador rural de fora, porque quer dividir para enfraquecer. Se todos se unirem e o trabalhador rural entender que os próximos serão eles, também virão gritar contra a reforma da Previdência”, finaliza o sindicalista.

Comentários

Galerias de Fotos

Anuncie Aqui

Horários de Voos

Vôo Empresa Horários Destino (s) Frequência
VCP - PFB Azul 08:45:00 Passo Fundo segunda a sábado
VCP - PFB Azul 17:40:00 Passo Fundo segundas, terças, quartas, quintas, sextas e domin
VCP - PFB Azul 23:15:00 Passo Fundo segundas, terças, quartas, quintas, sextas e domin
VCP - PFB Azul 20:35:00 Passo Fundo sábados
PFB - VCP Azul 06:00:00 Campinas - SP todos os dias
PFB - VCP Azul 10:55:00 Campinas - SP todos os dias exceto aos domingos
PFB - VCP Azul 19:55:00 Campinas - SP todos os dias exceto aos sábados
FLN - PFB Azul 16:15:00 Passo Fundo Segundas, sextas e domingos
PFB - FLN Azul 18:20:00 Florianópolis Segundas, sextas e domingos

Baixe o Aplicativo do Jornal

Matriz

Curta o Diário

(54)3316-4800Passo Fundo

(54)3329-9666Carazinho

  • Passo Fundo: (54) 9905-7864

    Carazinho: (54) 9959-5027