Diário da Manhã

Meio Ambiente

Um verão de incertezas

Autor: Daniel Rohrig
Um verão de incertezas
Foto: Daniel Rohrig/DM

Prognóstico para o verão que iniciou na tarde dessa quinta-feira (21) é de pouca chuva e influência direta do fenômeno La Niña. Meteorologistas apontam incertezas quanto ao comportamento do clima e a influência sob a agricultura da região

Os meteorologistas acompanham com preocupação a influência do fenômeno La Niña que deve atuar com intensidade fraca na região sul do Brasil neste verão. Diferente das características observadas no ano passado, o evento desta estação será marcado pela distribuição irregular de chuvas na região, o que impacta na agricultura e no abastecimento de água na rede básica de saneamento. De acordo com os dados fornecidos pelo Observatório Meteorológico da Embrapa Trigo, em dezembro, choveu apenas 17% da média esperada para todo o mês. Dos 170 milímetros previstos na média, apenas 30 milímetros foram registrados no município.

O agro meteorologista da instituição, Gilberto Cunha, aponta que não há registros de danos relacionados a baixa precipitação. “Ainda não há nenhum problema para a agricultura e abastecimento, pois tivemos chuvas dentro da média em outubro e em novembro. Em boa parte dos municípios da região norte, os volumes superaram a média para o período. O que nos deixa em atenção é o mês de dezembro, em que a situação está bem abaixo do normal”, avalia.

O Instituto Nacional de Meteorologia divulgou em seu último boletim que caso o La Niña predomine durante o verão,    pode haver uma interação com a chamada Zona de Convergência do Atlântico Sul, caracterizada pelo corredor de nuvens que se forma na região do Acre e atravessa o país até o sudeste e sul. “Quando se forma essa zona, ocorrem precipitações intensas e inundações no sudeste, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Por outro lado, os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul vivem períodos de estiagem. Resta aguardar para confirmar estas hipóteses levantadas pelos meteorologistas, pois o que temos até agora são incertezas”, destaca Cunha, sobre a ocorrência de fenômenos paralelos que podem influenciar no comportamento climático.

Neste contexto, a Embrapa Trigo recomenda cautela aos produtores rurais da região, que há cinco safras vêm obtendo bons números nas lavouras. Até agora, a única certeza é de que não ocorreram chuvas abundantes como no ano passado, mas nada que interfira na safra, a menos que ocorrem períodos longos de estiagem. A média de chuvas para os meses de janeiro e fevereiro giram em torno dos 150 milímetros, número considerado dentro da média para que as lavouras tenham boa produtividade.

Quanto às temperaturas, que devem ficar dentro da média, a incidência de massas de ar seco que atuarão sobre o continente podem elevar ainda mais as máximas. “No momento em que temos uma massa de ar tropical incidindo sobre o estado, podemos ter mínimas acima dos 15ºC e máximas que passam facilmente dos 30ºC. Em anos de La Niña, a amplitude térmica, que é a diferença entre a mínima e a máxima, acaba muito acentuada, o que não dá para descartar que ocorra nesta estação”, avalia Cunha.

Alerta para temporais no Natal

A Sala de Situação da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) informa que o feriado de Natal deve registrar temperaturas altas e chuvas fortes. De acordo com o último boletim meteorológico, a passagem de uma frente fria pode provocar instabilidade em todo o Rio Grande do Sul. Há riscos de temporais rápidos, com possibilidade de altos volumes de chuva, granizo e rajadas de vento. Cunha destaca a probabilidade de formação de nuvens de tempestade a partir de hoje (22) sob a região, as chamadas cúmulos nimbos. “São nuvens cujo o topo têm cerca de doze quilômetros de altura e que podem provocar alguns danos por onde passam. O alerta deve ser mantido e as pessoas devem ficar em nível de atenção, pois nunca se descarta a ocorrência de eventos climáticos relacionados a tempestade”, prevê.

Para o domingo (24), a previsão é de tempo seco e temperaturas amenas. Ainda chove no setor norte, mas a massa fria e o calorão diminuem rapidamente. Em parte do leste e do Litoral, o tempo ainda fica nublado com chuvas rápidas, mas vai secando. A temperatura deve ficar bem mais baixa no Estado e não passa dos 25º C na maioria das regiões.

Entenda o La Niña

O La Niña é o resfriamento das águas do Oceano Pacífico. Segundo o Inmet, esse resfriamento vem sendo observado desde agosto e indica a permanência do fenômeno pelo menos até março de 2018. O prognóstico do verão apresentado pela Inmet aponta ainda que a temperatura da água do Atlântico Sul também esteve mais fria nos últimos meses, enquanto no Atlântico Norte observam-se temperaturas mais quentes.

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