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Passo Fundo registra três casos suspeitos de dengue em 2018

Autor: Matheus Moraes
Passo Fundo registra três casos suspeitos de dengue em 2018
Foto: Divulgação

Embora as situações sejam registradas nos bairros Santa Marta e Victor Issler, Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde garante que há focos de Aedes aegypti em todo município e que a missão é eliminá-los

Passo Fundo conta com três notificações com casos suspeitos de dengue em duas semanas de 2018. O índice de contaminação da doença, conforme levantamento realizado pelo Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde, foi registrado nos bairros Santa Marta e Victor Issler. Os três casos ainda estão sob análise. Em 2017, o município fechou a temporada com 39 notificações com suspeita de dengue e chikungunya e duas notificações de Zika vírus. No caso da última doença, um caso foi confirmado como positivo, importado do Mato Grosso.

O clima mais quente e seco, aliado às chuvas de verão, é o principal fator de aumento da presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e Zika vírus. De acordo com o Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde, os focos do mosquito não são descartados em nenhum bairro de Passo Fundo. As denúncias, neste período do ano, são inúmeras em razão das condições climáticas serem favoráveis à proliferação do inseto.

Embora a cidade tradicionalmente tenha suspeitas de casos de dengue, nenhuma foi confirmada até hoje. Nos três casos suspeitos deste ano, as pessoas envolvidas acabaram se deslocando para outro município infestado. Mesmo assim, o setor não caracteriza como um caso importado da doença, visto que é necessário que a pessoa contaminada tenha passado mais de 72 horas fora de Passo Fundo, caso contrário ela será registrada como doença adquirida na cidade.

A chefe do Núcleo, Ivânia Silvestrin, relata que o trabalho de monitoramento dos locais com possíveis focos segue com mais intensificação neste período, mesmo que nunca seja interrompido. “Temos muitas denúncias nesta época. A população fica apavorada com a questão das chuvas, do calor. Essa estação preocupa porque as temperaturas são mais elevadas, para fazer o controle é mais delicado. Seguimos fazendo vistorias, trabalho de delimitação de foco, investigação dos casos positivos em locais suspeitos. É um trabalho intenso, que não para em nenhum momento durante o ano”, resume.

Evitar água parada é o papel que o setor responsável espera que seja realizado pela comunidade. Encontrar água parada em recipientes pode significar o acúmulo de larvas e sua contaminação, o que o setor considera positivo para a proliferação do mosquito. “Qualquer água parada que estiver nas casas vai ter a presença de larvas. Hoje, não excluímos nenhum bairro sem a presença de focos em razão desse problema”, completa Ivânia.

O processo de casos suspeitos

Com três casos suspeitos de dengue no município, Ivânia relata que a pessoa que apresenta possibilidade de contaminação com a doença é enquadrada na notificação das doenças. É agendada uma coleta de exames laboratoriais pela Vigilância Epidemiológica do município, num prazo determinado de coletas, para ser encaminhado ao Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (Lacen/RS), que demora de 10 a 15 dias para sair o resultado. Na notificação, o setor realiza um histórico clínico da pessoa envolvida, com informações de quais foram os sintomas apresentados, se a pessoa realizou viagem nos últimos meses, se apresentou febre alta e se os sintomas são compatíveis com dengue, febre chikungunya e Zika vírus.

Mesmo sem a elucidação do caso, o Núcleo entra em ação no local em que possivelmente a vítima foi contraída. A notificação é encaminhada até a Vigilância Ambiental, que desloca a equipe de combate e agentes de endemias até o local onde há presença do foco. Os agentes realizam pulverização no entorno da casa suspeita e em até 150 metros na procura pelo foco do mosquito. “Pulverizamos para eliminar todos os mosquitos aedes que possam estar no local”, completa Ivânia Silvestrin.

Lei Federal e Municipal amparam vistorias dos agentes

O agente de combate a endemias é amparado por lei federal e também municipal que regulamenta o acesso às residências para realização de vistorias de combate ao mosquito transmissor da dengue. De acordo com a Lei Municipal No 5173/2015, os proprietários, inquilinos ou responsáveis por imóveis devem conservar a limpeza dos quintais, caixas d’água, calhas, lajes, entre outros locais que podem acumular água parada. A Lei estabelece normas, competências e obrigações de prevenção à proliferação de doenças transmitidas pelos vetores da febres e da dengue em Passo Fundo. A legislação pode punir irregularidades constatadas com advertência, multa, suspensão de funcionamento e até cassação de autorização de funcionamento. É papel do agente, portanto, acessar os locais, vistoriar, notificar, caso seja necessário, ou multar o proprietário. Se o pátio da residência permitir o acesso, os agentes fiscalizam. Em casos que não é possível entrar, os agentes buscam tentar contato com o proprietário.

Febre amarela

Em alerta no Centro do Brasil, a febre amarela é uma doença que já causou 21 mortes e 40 casos suspeitos em São Paulo, desde janeiro de 2017, segundo balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo. Além do Estado paulista, Rio de Janeiro e Bahia também estão em alerta com o surto identificado na região. O Ministério da Saúde já anunciou que irá utilizar 15 milhões de vacinas na operação Rio-Bahia-São Paulo, além de contar com 5 milhões em estoque.

Mesmo que a doença seja uma realidade distante do Rio Grande do Sul, que realizou, ao longo dos últimos anos, barreiras de proteção com vacinação contra a febre amarela, é recomendável a realização da vacina para passo-fundenses que pretendem viajar para a região central do país. De acordo com Ivânia Silvestrin, é preciso realizar a vacina no mínimo dez dias antes de iniciar o deslocamento. “Faz cerca de dez anos que o Estado não tem presença do vírus circulante da febre. O Estado fez essas barreiras de proteção, que com uma dose já tem validade pro resto da vida. O Estado vê mais risco em áreas da fronteira, municípios como Pelotas e Chuí, onde tem maior fluxo de pessoas. É intensificada vacinação nesses locais. Orientamos que quem for viajar em regiões endêmicas, onde tem casos suspeitos, que faça a vacina para se proteger”, aconselha a chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou na sexta-feira (12) que quem viajar para países que exijam o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela, emitido pela agência, deve tomar a vacina padrão, mesmo que tenha tomado a dose fracionada. De acordo com a Anvisa, os viajantes internacionais fazem parte do grupo de pessoas não indicadas a receber a vacina fracionada – gestantes, crianças de nove meses a menores de dois anos e indivíduos com condições clínicas especiais.

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