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Saúde

Higiene: Hábito de lavar as mãos pode evitar doenças infecciosas

Autor: Daniel Rohrig
Higiene: Hábito de lavar as mãos pode evitar doenças infecciosas
Foto Divulgação

Da primeira refeição do dia até a hora de dormir: ter como costume lavar as mãos ao longo de todo o dia pode prevenir doenças e evitar transtornos 

De tão simples que aparenta ser, o hábito, por diversas vezes, é omitido ao longo do dia. Neste caso, arrisca-se o uso de metáforas para destacar a importância da ação para a saúde do ser humano. Imagine um terreno repleto de trincheiras, semelhantes a técnica utilizada durante a Primeira Guerra Mundial. No campo de batalha, mais de quatro mil e setecentos inimigos trajados de bactérias, prontos para contra-atacar no primeiro descuido. O exército ficaria ainda maior, se considerados todos os tipos de germes, fungos e vírus em meio a tropa. Do outro lado, já no território aliado, uma única arma capaz de combater todo o efetivo é abandonada ou por vezes, suprimida da rotina. No lugar de pólvora e explosivos, água e sabão para implementar o combate.

O cenário acima corresponde ao ambiente formado nas mãos ao longo de todo o dia. O número referente a quantidade de bactérias presentes na superfície da pele das mãos impressiona, já que os pesquisadores da University of Colorado at Boulder detectaram e identificaram mais de 4,7 mil espécies de bactérias em pelo menos uma centena de mãos envolvidas em um estudo. Especialistas consideram o meio como um dos maiores transmissores de doenças infecciosas, tanto em ambientes domésticos, públicos e hospitalares.

“Microrganismos, bactérias e vírus não voam. Eles precisam de um meio de transporte para se propagar, que neste caso, são as nossas mãos. Elas funcionam como um dissipador de inúmeras doenças, por serem indispensáveis nas atividades diárias, nos cumprimentos interpessoais, entre tantos outros contextos”, explica a infectologista que atua junto ao Hospital da Cidade, Clarissa Oleksinski. Ela ressalta o elo entre as mãos e o desenvolvimento de doenças.

As principais patologias causadas pela falta de higienização das mãos envolvem doenças como infecções intestinais, problemas de pele e a gripe. Os dois primeiros itens são potencializados no verão, com a ajuda das altas temperaturas. A influenza ocorre no inverno e prejudicam o sistema respiratório como um todo. Outras infecções respiratórias, que também podem ser transmitidas por tosse ou espirro, são frequentemente propagadas por meio de mãos contaminadas.

“Unhas mais compridas também são responsáveis por abrigar um maior número de bactérias, pois não facilitam a higienização. Entre as mulheres, principalmente, o uso de adereços nas unhas que possibilitam o abrigo de germes entre outros microrganismos também contribui para a contaminação. Superfícies rugosas dificultam que as bactérias sejam retiradas ou até mesmo, eliminadas por completo”, frisa a infectologista.

De mãos limpas

No caminho de casa para o trabalho, as mãos entram em contato com diversas superfícies: maçaneta de portas, botões de elevador, corrimão de escada, dinheiro e moedas, molho de chaves, transporte coletivo, entre outras milhares de possibilidades. As mãos estão diretamente envolvidas em praticamente todas as atividades que realizamos ao longo do dia, como preparar comida, comer, ir ao banheiro, lidar com dinheiro, abrir e fechar portas. A infectologista Clarissa explica que o ato de higienizar as mãos necessita de fricção, ou seja, atrito envolvendo água, sabão e mãos.

“Esse movimento mecânico é aquilo que vai fazer com que as mãos fiquem limpas. Não adianta em nada só passar a mão embaixo da torneira rapidamente. É preciso muita água e sabão para retirar as bactérias dessa superfície de forma efetiva”, entende. Sabonete neutro ou asséptico, o importante é aplicar o produto em abundância para que os micróbios sejam eliminados.

Eficiência do álcool gel

Desde 2010, uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) torna obrigatório o uso de álcool (líquido ou gel) para higienização das mãos nas unidades de saúde de todo o País. A medida foi considerada pelo órgão a mais importante e de menor custo para a prevenção e o controle das infecções em ambientes hospitalares. O produto também deverá ser colocado em salas onde haja atendimento de pacientes. O uso do álcool gel (70%) é obrigatório nos estabelecimentos públicos e particulares. O uso do produto, porém, não dispensa a lavagem das mãos. A norma é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com intuito de prevenir e controlar infecções em pacientes e profissionais que atuam em hospitais.

Clarissa reconhece a eficiência do produto, desde que não haja nenhum resíduo sólido nas mãos. “Não havendo sujeira visível nas mãos, o álcool gel é eficiente na higienização. Caso haja, é recomendável que se faça primeiro a lavagem das mãos com água e sabão e, logo após, a aplicação do produto”, frisa.

Ambientes suscetíveis aos micróbios 

Mesmo com a higiene das mãos em dia, ao entrar em contato com alguns ambientes, a propagação de micróbios volta a preocupar. Locais de grande circulação de pessoas, maçanetas, espaços públicos de livre acesso, objetos compartilhados entre outros espaços garantem a contaminação. “Ninguém tem mãos esterilizadas, ou seja, livres de microrganismos. Porém, uma bactérica se destaca por estar presente de forma mais ativa, como é o caso do estafilococos, a bactéria responsável por infecções de pele. A gente carrega também fungos e demais bactérias”, destaca Clarissa.

O aparelho celular também lidera o ranking na lista de criadouros de micróbios relacionados às mãos. Capinhas, ranhuras, películas, sulcos, que acabam acumulando seres nocivos a saúde. “A melhor forma de higienizar os aparelhos é utilizando álcool 70%, com um pano limpo. As capinhas também devem ser lavadas para que a limpeza do aparelho seja completa. Esse ritual deve ser repetido frequentemente para surtir efeito preventivo”, aponta a infectologista.

Cuidado especial com as crianças

Se por um lado as crianças estão mais expostas às bactérias pelo costume de inserir objetos na boca, por outro, o contato estimula a produção de anticorpos e reforça o sistema imunológico. “A gente sempre recomenda aos pais que a criança não pode viver numa bolha”, brinca. “O organismo entra em contato com esses seres estranhos, automaticamente ele prepara formas de combater doenças e prepara a criança para ter as defesas imunológicas fortificadas. Então um pouco de sujeira é sempre bem-vinda nestes casos”, finaliza Clarissa.

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