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O reflexo da Selic na realidade do brasileiro

Autor: Caetano Bortolini Barreto

Juro básico da economia alcança o menor índice desde 2012, mas economista aponta que isso não vai influenciar no crédito

Pela 11ª vez seguida, o Banco Central do Brasil baixou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu nesta semana a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, passando dos então 7% ao ano para 6,75%. Com isso, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. Em 2015, a taxa chegou a alcançar 14,25% ao ano no mês de julho e em outubro de 2016 o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 7% ao ano em dezembro do ano passado, o nível mais baixo até então.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O economista e professor da Universidade de Passo Fundo, Luis Bertussi, explica que a Selic é a taxa base de juros que o governo federal paga para quem compra títulos do tesouro nacional. “É a taxa base para toda a economia, pois é o tesouro nacional que está pagando esse juro, para um título de dívida dele, e o governo também é considerado agente de menor risco para se emprestar dinheiro, em vista de seu tamanho”, informou Bertussi.

Em nota, o Copom indicou que parará de cortar os juros na próxima reunião, no fim de março, caso as condições econômicas não mudem. “Para a próxima reunião, caso o cenário básico evolua conforme esperado, o comitê vê, neste momento, como mais adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária. Essa visão para a próxima reunião pode se alterar e levar a uma flexibilização monetária moderada adicional, caso haja mudanças na evolução do cenário básico e do balanço de riscos”, destaca o comunicado do Copom. O Banco Central, no entanto, informou que a Selic poderá ser reduzida novamente caso o Congresso aprove as reformas estruturais e a economia continue a crescer, com inflação sob controle e sem choques internacionais.

O que representa

A notícia da queda na taxa do Selic foi divulgada pelo governo como um grande sinal de melhora para a economia brasileira e apontada como uma possibilidade de melhorar o crédito nacional. Ainda segundo o governo federal, ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.

Especialistas, porém, defendem que a Selic não reflete em crédito nem em juros mais baixos para o cidadão. “O efeito para nós, que ficamos na ponta do crédito, é o mesmo que nada. A Selic já caiu de 14% para 6%, e o que isso mudou, com todas essas nossas taxas de juros para financiamento de casas, carros e empréstimos? Esses 0,25% para nós é nada”, defendeu o economista Luis Bertussi. Para o professor da UPF, outros aspectos pesam na questão: “Temos o cartão de crédito que cobra 300%, o cheque especial com 200%, então não é a Selic que faz o preço do juro, existem muitos outros fatores que influenciam esse juro final”.

A solução, para Bertussi, teria que ser profunda: “Para estimular o mercado de verdade o negócio é estimular a concorrência, abrir o mercado, já que nosso mercado bancário é fechado e protegido. O Banco Central tem que ceder e deixar os bancos grandes de fora entrarem aqui, para emprestar dinheiro e injetar na economia. Já existem vários estudos e artigos que analisaram as linhas de crédito entre os bancos no país e notaram que elas não concorrem entre si. Com a carência de concorrência, o risco elevado, a carga tributária elevada, e a ausência de poupança, isso tudo faz o crédito ficar caro”, conclui.

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