Meio Ambiente

Atendimento habitacional será prioritário para famílias de áreas ribeirinhas

Autor: Alessandro Tavares
Atendimento habitacional será prioritário para famílias de áreas ribeirinhas
Foto: Alessandro Tavares

Cerca de 40 famílias em situação de risco ao lado de sangas, áreas invadidas e de preservação permanente deverão ser removidas

Atualmente, as moradias de mais de 100 famílias de Carazinho precisam ser realocadas ou adequadas, conforme determinação judicial. A estimativa prévia da Prefeitura é de que entre 30 a 40 destas famílias precisarão ser removidas de onde estão especialmente aquelas instaladas próximas a sangas e córregos.

Segundo o secretário Geral de Governo, Jorge Dutra, para que isso ocorra serão necessários levantamentos técnicos, socioeconômicos e ambientais, a fim de serem conhecidos quais são os locais onde o município poderá reorganizar os espaços, através de obras ou isolamentos, e de quais locais será preciso remover as famílias.

Na última semana, o Poder Legislativo aprovou um projeto de Lei que prevê a abertura de crédito especial no orçamento, visando à contratação de uma empresa especializada para a elaboração de estudos geotécnicos e hidrológicos do trecho 02, da chamada “sanga do frigorífico”. O valor a ser aplicado na contratação do estudo é de R$ 15 mil.

Conforme o diretor do Departamento Municipal de Habitação, Vanderlei Lopes, nos locais em que for possível que moradores coloquem um filtro com fossa séptica no terreno, sumidouros e outras obras para esgotamento sanitário, tais medidas serão adotadas. Porém, o diretor destaca de que há locais onde, com poucos centímetros de escavação, já se encontra água, de modo que tal medida fica inviabilizada.

Entre as prioridades do Departamento estão as questões atreladas à sanga da Xavantes, no Bairro São Jorge. O prefeito, Milton Schmitz, teria determinado o atendimento das demandas habitacionais com atenção às pendências judiciais.

Sanga da Xavantes

Ao longo de, ao menos, quatro ruas nas imediações da chamada sanga da Xavantes moram 69 famílias. Destas, 16 estão em condições de maior risco ou de danos ambientais e ao menos sete delas terão de ser removidas. A intenção é de remanejá-las para terrenos do município, nas proximidades do Bairro Fey, onde já foram assentadas pessoas que moravam próximo à sanga do Bairro São Pedro.  Na próxima semana, terá início o mapeamento das famílias em área de risco ou de preservação permanente, no Bairro Alegre. Na “sanga da Candinha”, localizada nas imediações do Bairro Medianeira, também há um grupo de residências que precisarão ser retiradas.  Outro ponto onde a população será remanejada é na sanga do antigo frigorifico, nas imediações do Bairro Princesa.  Diante da demanda, está sendo verificada a possibilidade de uso de dois terrenos que pertencem ao município, localizado nos bairros Vila Nova e no Passo D'Areia. 

O que o município oferece

Quando o assunto é habitação, um dos problemas enfrentados pela Administração é fazer convencer as famílias a saírem dos locais onde estão. Segundo Vanderlei, até agora as famílias remanejadas foram as que aderiram à proposta da Prefeitura. Além do terreno, o município se propõe a entregar um kit habitacional, composto de materiais básicos para a construção de uma casa de alvenaria com, aproximadamente, 20 metros quadrados. O custo do kit para o município é de R$ 5 mil. A doação do kit depende das condições financeiras e sociais de cada família.

O diretor destaca, no entanto, que não há prazo para concluir os remanejamentos, que serão feitos de acordo com a capacidade financeira da Prefeitura. A intenção é de que, a partir de abril, possam ser auxiliadas cerca de 20 famílias por mês.

A mão de obra para a edificação é de responsabilidade de cada família beneficiada.

A expectativa de uma nova moradia

No Bairro Fey, em um dos terrenos disponibilizados pela prefeitura, Geni Ramos e seu companheiro, Mário Schneider, estão erguendo sua nova moradia. Eles vivem há mais de 20 anos ao lado da sanga que passa na Rua Fernando About, no Bairro São Pedro. Sabendo que a moradia deles estava irregular, aceitaram sair do local com o auxilio proposto pelo município. “Nossa casa estava em risco, pois é ao lado da sanga e com várias árvores perto que poderiam cair. A justiça determinou que saíssemos, nós pretendíamos ficar, pois é perto de tudo e estávamos acostumados, mas já que o município deu este auxílio, estamos fazendo nossa nova casa”, comenta Schneider. A sogra e a cunhada de Mário, que moram no mesmo local, receberão também o auxilio.  Morador da Rua Carijós, no Bairro São Jorge, Fernando dos Santos, tem sua casa ao lado da chamada sanga da Xavantes. Ele revela que, cada vez que chove forte, a água do córrego invade o pátio da residência. Ele conta que, embora goste morar ali, aceitou sair do local logo que o Departamento anunciou que o auxiliaria cedendo um terreno e um kit habitacional, uma vez que a casa em que mora precisava de uma reforma.

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