Política

Nogueira afirma que Brasil pode criar 2 milhões de postos de trabalho em 2018

Autor: Alessandro Tavares
Nogueira afirma que Brasil pode criar 2 milhões de postos de trabalho em 2018
Foto: Divulgação

Deputado Ronaldo Nogueira revela que foi convidado em janeiro para retornar ao Ministério do Trabalho, mas optou por permanecer na Câmara 

Na semana em que o Congresso aprovou, por maioria ampla, a intervenção federal no Rio de Janeiro, o que por fim acabou redirecionando ou poderá protelar o debate e votação da Reforma da Previdência, o deputado federal Ronaldo Nogueira, em entrevista ao Programa Plantão Diário da Rádio Diário AM 780, falou sobre  temas como intervenção, Reforma da  Previdência e os impactos da Reforma  Trabalhista.

Para o deputado, além de repressão direta ao crime, é preciso que os entes da federação proponham ações para tratar as causas da violência, e na percepção de Nogueira, uma delas é falta de ocupação, como “trabalho”, por exemplo. “A problemática da violência tem se alastrado em todos estados da federação. Em Carazinho mesmo nós temos consciência deste problema onde as ações dos bandidos por vezes tem intimidado a população. Os entes federados devem trabalhar articulados para fazer o enfrentamento às causas da violência, e uma das causas da violência é estar na ociosidade. Políticas públicas que promovam a ocupação dos indivíduos e principalmente com renda, é medida preventiva e necessária, e deve ser promovida por todos” comenta Nogueira.

Sobre a possibilidade de que a partir da intervenção no Rio de Janeiro de que outros estados venham a requisitar o apoio da União no enfrentamento direto à violência, Nogueira comenta que não descartar tal possibilidade dependendo dos resultados que as ações no território fluminense surtirem, porém o deputado destaca que a ampliação de ações do tipo para outros estados caberá ao presidente da republica propor.

“Isto é coisa que compete ao presidente e aos ministros da Defesa e da Justiça. As famílias do Brasil estão reféns desta chaga maldita que é a violência, e que é uma consequência da falta de políticas publicas efetivas ao longo dos anos. O problema da violência que se verifica neste momento não é algo que se estabeleceu no último ano. O presidente Temer foi corajoso ao tomar esta medida enérgica, mas necessária, até porque o Rio de Janeiro é um estado estratégico. Brizola já dizia que o Rio é o tambor do Brasil, mas além de restabelecer a ordem no Rio é importante fazer com que a legislação ofereça á magistratura ferramentas para o combate a  impunidade. Precisamos de ações efetivas, constantes, praticas e rápidas”.

Efeitos da Reforma Trabalhista e a Previdência Social

Para o deputado, que esteve à frente do Ministério do Trabalho quando a reforma trabalhista foi proposta, assim como foi preciso coragem para decidir sobre a intervenção no Rio de Janeiro é preciso que o Governo tenha coragem de enfrentar temas como as reformas, mesmo diante de resistências. “O Brasil vinha perdendo quase 100 mil postos de trabalho por mês. Ao final de 2017, voltamos a criar empregos e, só em 2018, se o crescimento previsto da economia se confirmar deve se gerar quase dois milhões de empregos, e isto também é resultado da reforma que foi proposta pelo Ministério do Trabalho” comenta Nogueira.

Para este mês de fevereiro se tinha a expectativa de que a Reforma da Previdência fosse levada a votação no Congresso, no entanto, diante da condição de intervenção federal no Rio de Janeiro e o entendimento de que em tal condição que deve permanecer até o final deste ano, não se pode alterar a Constituição Federal, o debate sobre Reforma da Previdência perdeu força.

Embora com menos mídia do que tinha até o final do ano passado, Nogueira frisa que o tema Reforma da Previdência é assunto que continua no centro das pautas do Governo Federal. “Tem proposta na Câmara que esta sendo analisada, e é em conjunto da sociedade que ela precisa ser amparada. A Previdência precisa de equidade e sustentabilidade. Não é possível ter mais de 65% dos aposentados recebendo de um a dois salários mínimos e tendo de contribuir por 35 anos, enquanto se tem uma minoria que contribui por 25 anos recebendo salários superiores a R$ 30 mil por mês. O brasileiro é que tem que responder que tipo de previdência que queremos. Este é um assunto o qual não se pode tratar com hipocrisia”, comenta o parlamentar.

Para o deputado, a Reforma da Previdência é assunto do qual embora se tenham opiniões diversas precisa ser tratado e na opinião do parlamentar, assim como é com a Previdência agora , a  Reforma Trabalhista que recebeu criticas de alguns setores, já gerou resultados positivos ainda em 2017. “A partir de 2014 o Brasil começou a perder mais de 100 mil postos de trabalho por mês, ao final de 2015 só naquele ano eram 1,5 milhão de trabalhadores sem emprego, muitas empresas brasileiras estavam transferindo suas plantas para o Paraguai e outros países dada a incerteza jurídica da nossa legislação trabalhista, era preciso fazer algo.

Nos diálogos que fizemos produzimos um texto de consenso no 22 de dezembro de 2016 durante uma reunião onde estavam os presidentes dos principais sindicatos de trabalhadores e patronais de todo Brasil. Desde abril de 2017 o país começou a produzir postos de trabalhos com carteira assinada, em 2017 foram 304 mil postos de trabalho com carteira e mais de 1 milhão de pessoas que embora ainda na informalidade conseguiram  formas de ter renda”, afirma Nogueira.

Para o parlamentar, o pior período da crise em relação ao desemprego e renda já passou. O deputado ainda afirma que aqueles que afirmaram que a Reforma Trabalhista apenas tiraria direitos dos trabalhadores deveriam começar a dizer quais foram os direitos tolhidos. “ O Brasil de perder emprego é o Brasil do passado. Aqueles que diziam que o trabalhador iria perder direitos, de que a jornada de trabalho deixaria de ser de oito horas, que o trabalhador não teria mais férias, de que não teria mais o décimo terceiro salário, de que perderia o direito ao vale  transportes, agora terão de começar a se explicar ao trabalhador, pois todos estes direitos foram garantidos com a reforma”, diz o deputado.

Nogueira revela que diante da condição que se criou ao entorno da indicação de Cristiane Brasil ao Ministério do Trabalho, foi convidado ainda em janeiro deste ano para reassumir o Ministério, porém optou por permanecer na Câmara. “Fui convidado ainda em janeiro para voltar ao Ministério, mas entendi que tinha cumprido a minha missão e que precisava estar presente na Câmara para dar continuidade ha algumas ações já iniciadas. Preciso continuar garantido recursos aos municípios do nosso Estado.

Em sete anos como deputado só para Carazinho destinei mais de R$ 9 milhões e para comprovar o que digo em breve estarei remetendo para cada carazinhense um material explicando o valor das emendas, a destinação,  o número de empenho e a data de pagamento” afirmou o parlamentar que ressalta que recebeu nesta semana em seu gabinete em Brasília  os secretários municipais Deninson Costa e Jorge Dutra.

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