Economia

Crescimento econômico tende a ser maior em 2018

Autor: Édson Coltz
Crescimento econômico tende a ser maior em 2018
Foto: Édson Coltz/DM

Projeção da Federasul, que representa entidades empresariais no Estado, aponta para um PIB melhor do que em 2017. Porém, atenta Federação, o ambiente deve ser mais propício ao empreendedorismo

O aumento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017, após anos de recessão no país, e o cenário que levou ao resultado, permitem perspectivas mais positivas para 2018. A Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) projeta um crescimento econômico de até de 2,8%. Se no ano anterior, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),  o agronegócio puxou o resultado, com alta de 13%, no exercício atual, a retomada do crescimento econômico brasileiro tende a ser alavancada pela indústria e pelo comércio, conforme previsão da Federasul.

Durante edição do Fórum de Líderes realizada em Passo Fundo, nessa semana, o vice-presidente  de economia da entidade, Fernando Marchet, tratou sobre o cenário para o Brasil e para o Rio Grande do Sul. “A tendência para 2018 é de um ano bom, a expectativa da Federasul é algo ao redor 2,8%, não sendo surpresa se for acima. Diferente do ano de 2017, quando o setor do agro praticamente puxou sozinho a economia, em 2018 provavelmente veremos a indústria e serviços de forma equilibrada puxando a retomada, mas ainda o agronegócio respondendo bem ao que lhe cabe, apesar da supersafra de 2017 fazer com que a base de comparação já seja bastante elevada. No Estado, também acreditamos num ano bom de crescimento, ao redor de 2,09 %, novamente a indústria puxando um pouco mais, serviços em segundo e o agro também respondendo positivamente”, indicou ele.

Segundo Marchet, os indicadores econômicos têm demonstrado melhora. “Os dados de confiança de todos os setores vêm avançando bem”, pontua, ao lembrar que o maior risco é o ano eleitoral. “O desafio é quem vai dar continuidade às reformas e seus efeitos na economia como um todo”, observou.

Para que as previsões se confirmem, a presidente da Federasul, Simone Leite, enfatizou que há a necessidade de medidas para impulsionar o desenvolvimento. “Precisamos, urgentemente, criar um ambiente mais propício para o empreendedorismo, menos burocracia, mais simplificação e, no que diz respeito ao governo do Estado, mais agilidade. Aí, falamos de licenças ambientais, dos PPCIS, que são alvarás de bombeiros”, resumiu, alertando que não há mais espaço para o aumento da carga tributária.

Aumento de produtividade geraria crescimento

O Brasil precisa melhorar a produtividade para que volte a crescer, dizem relatórios divulgados nessa semana pelo Banco Mundial. Caso mantenha a taxa atual, o Brasil terá crescimento restrito a 1,8% ao ano. Com melhora na produtividade, o país poderia chegar à taxa de 4,4% ao ano, acrescentam os estudos.

A produtividade é um indicador de eficiência técnica que demonstra como as empresas, indústrias, setores ou o país transforma insumos medidos na produção de bens e serviços. No Brasil, a produtividade do trabalho vem aumentando cerca de 0,7% ao ano desde meados da década de 90, e o crescimento da produtividade total dos fatores (PTF) está em declínio.

Segundo o Banco Mundial, hoje, um trabalhador médio no Brasil é apenas cerca de 17% mais produtivo do que há 20 anos. Entre trabalhadores médios de países de alta renda, o aumento no período foi de 34%.

A instituição lançou, na quarta-feira, os relatórios Emprego e Crescimento - A Agenda da Produtividade e Competências e Empregos - Uma agenda para a juventude. "O crescimento da produtividade é fundamental para gerar empregos melhores e aumentar o padrão de vida das pessoas ao reduzir preços e elevar a qualidade dos produtos consumidos", destacam os textos.

O Banco Mundial ressalta ainda que gerar empregos é importante para que Brasil mantenha as conquistas obtidas até 2010, uma vez que dois terços da redução da pobreza do Brasil de 2000 até 2010 deram-se pela geração de empregos.

Entre 1996 e 2015, enquanto a média anual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas pelo país) era de 2,6%, aproximadamente dois terços desse incremento corresponderam ao aumentos da força de trabalho e da educação e um terço ao aumento do capital físico.

Fórum de Líderes discute engajamento da classe produtiva

Para marcar a primeira edição do Fórum de Líderes de 2018, a Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) realizou um debate sobre liderança, associativismo e protagonismo do setor com empresários e representantes das entidades empresariais da região da Produção, reunindo empreendedores de Passo Fundo, Carazinho, Marau, Casca e Sarandi.

Simone Leite e os vice-presidentes da entidade, Rodrigo Sousa e Sebastião Ventura, lideraram a discussão, para incentivar o envolvimento dos empresários e diretores com os processos políticos. “Além de integrar líderes da classe produtiva, com esse Fórum, também queremos fazer reflexões e provocações para as lideranças em suas cidades e na região”, disse Simone. A presidente ainda destacou a importância da participação cada vez mais efetiva das mulheres nas entidades de classe e do trabalho voluntário dos empresários. Lembrou a importância do associativismo e disse que “deixamos nossos negócios para estar aqui, trabalhando em prol da sociedade, pensando no coletivo”, registrou.

Na programação, o Fórum teve uma palestra sobre o “Ambiente Econômico e as Perspectivas para 2018”, com o vice-presidente de economia da Federasul, Fernando Marchet; além do Encontro de Executivos das Associações Comerciais da região da Produção, que buscou articular o planejamento estratégico e de gestão, além de conferir os produtos e serviços disponibilizados pela Federasul.

Para o presidente da Acisa, Evandro Silva, “o evento reafirma o compromisso de unir as entidades da região e os segmentos produtivos de Passo Fundo, trazendo informação, conhecimento, a fim de gerar desenvolvimento para a classe empresarial”.

 

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