Saúde

Dia Mundial do Rim alerta para a prevenção

Autor: Daniel Rohrig
Dia Mundial do Rim alerta para a prevenção
Foto Divulgação

Sociedade Brasileira de Nefrologia aponta que doenças renais são a oitava causa de morte de mulheres no mundo. Especialista alerta para hábitos mais saudáveis que previnem doenças ligadas ao rim

De maneira geral, os rins são responsáveis por quatro funções básicas em nosso organismo. A primeira diz respeito a eliminação de toxinas do sangue por um sistema de filtração. A segunda se refere a regulação da formação do sangue e dos ossos. Além disso, os rins são responsáveis pela regulação da pressão sanguínea e pelo controle do delicado balanço químico e de líquidos do corpo. Quando o sistema no qual os rins atuam deixa de funcionar corretamente, diversas complicações de saúde podem interferir na rotina. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, a cada ano, aproximadamente 21 mil brasileiros precisam iniciar tratamento por hemodiálise ou diálise peritoneal. Em 2012, 5.402 brasileiros foram submetidos a um transplante renal.

O nefrologista que atua junto ao Hospital da Cidade (HC), em Passo Fundo, Alaur Duarte, esclarece que alguns hábitos cotidianos podem influenciar na saúde dos rins. “Uma pessoa que mantém a prática de exercícios físicos regularmente aliada a uma alimentação saudável vai evitar problemas que afetam diretamente os rins, como por exemplo, a obesidade, a diabetes, o colesterol e o tabagismo. Esses elementos agridem os rins e podem desencadear problemas renais no futuro”, avalia o médico. Uma atenção especial deve ser dada à hidratação do corpo, que deve obedecer ao mecanismo natural que desperta a sede no corpo.

Cada rim tem a forma de um grande grão de feijão, medindo em um adulto de 10 cm a 13 cm, com peso aproximado de 120 a 180g. Os rins estão envolvidos por uma fina membrana, a chamada cápsula renal. Ao redor deles existe a gordura perirrenal e, acima, estão localizadas as glândulas suprarrenais. No hilo renal entram e saem uma série de estruturas: a artéria renal, a veia renal, o ureter, os nervos renais e os vasos linfáticos renais. O sangue chega aos rins por meio das artérias renais. As artérias renais originam-se na artéria aorta abdominal. Após circular pelos rins, o sangue retorna à veia cava abdominal através das veias renais.

Além de ser responsável, majoritariamente, pela filtragem do sangue e a eliminação de impurezas, os rins participam da formação de ossos sadios e a produção dos glóbulos vermelhos no sangue. São responsáveis, ainda, pela regulação das concentrações de cálcio e de fósforo no sangue, assim como por produzirem uma forma ativa da Vitamina D, fundamental para o perfeito funcionamento de todo sistema que regulariza a formação óssea. Em segundo lugar os rins produzem um hormônio chamado de eritropoetina, que ajuda na maturação dos glóbulos vermelhos do sangue e da medula óssea que, na sua ausência, pode ocorrer anemia.

Disfunções renais

A doença renal é apontada como a 8ª causa de morte em mulheres no mundo. A detecção precoce da doença renal é fundamental para o tratamento e qualidade de vida do paciente. Entre os principais fatores de risco estão a hipertensão arterial, o diabetes e doenças familiares, mas obesidade, fumo, uso de medicações sem orientação médica e outros fatores também podem comprometer a função renal. As mulheres têm grande potencial para desenvolvimento de lesão renal, principalmente por fatores como o uso de anticoncepcionais hormonais e a menopausa, condições de risco para a hipertensão.

De acordo com o nefrologista, Alaur Duarte, uma das principais doenças ligadas ao rim é a insuficiência renal crônica. “Ocorre quando o indivíduo perde a função do rim, gradativamente, até não conseguir mais reverter esse quadro. Isso ocorre, na maioria das vezes, de forma lenta e silenciosa. A insuficiência renal aguda é quando, de uma hora para outra, o rins paralisam por completo. Mas que, depois de afastar o agente causador, eles retornam às atividades”, explica Duarte.

O cálculo renal também é bastante frequente, afetando a saúde dos rins. Consiste em uma formação sólida composta por minerais que surgem dentro dos rins. Mais de 70% das pedras são compostas por sais de cálcio, como oxalato de cálcio e fosfato de cálcio. Também existem cálculos à base de ácido úrico, estruvita (magnésio + amônia + fosfato) e cistina. Ocorre quando a quantidade de água no processo de filtragem do sangue não é suficiente para diluir as substâncias.

Transplantes

De acordo com a Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante, o Brasil é possui o maior serviço público de transplante do mundo via Sistema Único de Saúde.  Sobre transplante renal, somente em 2015, foram realizados mais de 5,5 transplantes no país. Contudo, ainda existem cerca de 20 mil pessoas em lista de espera para receber transplante de rim – com tempo médio de espera de 18 meses, de acordo com o Ministério da Saúde. “São dois tipos de rins que a legislação brasileira permite que sejam transplantados. O primeiro caso está relacionado a órgãos de entes falecidos, por meio de doação. Outro caso é a doação de rim por meio de doadores vivos. Neste caso, o procedimento só é autorizado pela justiça se o doador tiver parentesco até quarto grau. A única exceção é em caso de parentesco afetivo”, explica Duarte.

Cuide da saúde dos rins
 

  • Praticar exercícios físicos regulares;
  • Evitar o excesso de sal, carne vermelha e gorduras;
  • Controle de peso corporal;
  • Controle da pressão arterial;
  • Controle do colesterol e da glicose;
  • Não fumar;
  • Não abusar de bebida alcoólica;
  • Cuidar com quadros de desidratação;
  • Realizar, uma vez por ano, exames laboratoriais para avaliar a saúde dos rins: dosagem de creatinina no sangue e análise de urina
  • Consultar regularmente seu médico;
  • Não fazer uso de medicamentos sem prescrição médica.

Fonte: Sociedade Brasileira de Nefrologia

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