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Uber será tema de encontro entre prefeito e taxistas amanhã

Autor: Alessandro Tavares
Uber será tema de encontro entre prefeito e taxistas amanhã
Foto: Isabella Westphallen/DM

Prefeito diz que não foi oficialmente comunicado sobre operação do Uber na cidade

Diante do início da operação do Uber na cidade, o Sindicato dos Taxistas de Carazinho (Sintaxicar) tem agenda com o prefeito Milton Schmitz, amanhã, para  tratar com o chefe do Executivo a preocupação da categoria com o novo serviço. O presidente do Sintaxicar, Wilson Teodoro de Souza, afirmou que, se levado em consideração que o município nos últimos anos tem sido criterioso ao conceder alvarás para novos pontos de táxi, não deveria autorizar a nova modalidade. “Sabemos que, em Carazinho, pelo tamanho da população e pela maneira que o município tem analisado a liberação de novas licenças de veículos, não há condição de se ter um novo serviço para este fim. Pela legislação vigente, deveria se ter um veículo para cada mil habitantes e já esta difícil de manter com o índice de passageiros que tem hoje”, diz Souza.

De acordo com o presidente, na cidade a tarifa para as corridas de táxi não têm sido reajustadas há alguns anos, devido à baixa demanda e situação financeira. “Estamos há vários anos sem reajuste de tarifa devido à situação. São poucos os passageiros e a população, na maioria, está passando por uma crise financeira. Agora um novo serviço que, se liberado, pode causar ainda mais dificuldades ao setor. As tarifas de táxi quando são autorizadas, nos custos, considera o índice de ocupação do veículo e, quanto menor o índice de passageiros, mais caro se torna a tarifa”, comenta.

O presidente reclama que a operação de um serviço semelhante ao táxi seria uma concorrência desequilibrada com os profissionais, pois segundo ele, o táxi está obrigado a passar por aferições do Inmetro, fiscalização municipal e ter idade máxima para uso da frota, enquanto para os veículos de aplicativos, conforme Souza, não haveria exigências de legislação sobre tais condições, salva as eventualmente impostas pela empresa do aplicativo. “Acreditamos que não há a mínima condição de mais um serviço em Carazinho. Não é possível que se aumente a frota por causa de uma nova ferramenta de comunicação. Acho que os táxis e os taxistas tem que se adequar às possibilidades de comunicação através de aplicativos, por exemplo. Mas não há como se criar uma nova frota por causa de um aplicativo”, comenta.

Souza compara que há algumas décadas, foram criados, próximo aos pontos de táxi, caixas com ramais telefônicos fixos para as chamadas de corridas. Porém, o advento do telefone celular, anos depois, embora tenha mudado a forma de comunicação, não exigiu que mais táxis fossem colocados em circulação. “É uma fase. Isto é novidade agora. Daqui algum tempo surgem outras novidades. Será um equivoco do poder público tomar qualquer atitude precipitada”, diz. De acordo com o sindicalista, a classe não está em busca, especificamente, de uma legislação para regulamentar o serviço. “Mais importante do que uma lei é termos uma postura firme do poder público diante da realidade da situação pela consolidação da categoria profissional, conduta é mais importante do que uma lei. Lei se escreve, adéqua, desaprova de acordo com os cenários. Acho que não podemos liberar um serviço para cada tipo de comunicação. Mais importante que liberar mais licenças é remunerar quem trabalha e que não se explore quem paga”, afirmou.

Atualmente, a cidade conta com 60 licenças de táxi.“ No momento, não há a mínima possibilidade ou viabilidade de se liberar novos serviços. É preciso que as autoridades tenham esta consciência antes de tomar qualquer atitude”, comenta Souza.

Prefeito diz que não foi comunicado sobre Uber

Conforme o prefeito, Milton Schmitz, o Uber não teria procurado oficialmente o município para informar que passaria a operar na cidade. “Não temos conhecimento de que o Uber tenha feito qualquer contato com a Administração. Entendemos que o município deve privilegiar o livre mercado, e neste momento inclusive as licenças dos táxis estão sendo renovadas”, relata.

Questionado sobre a possibilidade de criar uma legislação para regulamentar o serviço pelo aplicativo na cidade, Schmitz  comenta que, de momento, não há nada sendo tratado. “Não temos uma posição sobre esta questão do aplicativo, até porque não temos notícia oficial de que está em funcionamento na cidade. Se isso acontecer, analisaremos o que pode ser feito. Vamos dialogar. Temos agendado com os taxistas um encontro na próxima semana e vamos escutar as demandas que  eles nos trarão”, disse o prefeito.

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