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Presença de trabalhadores estrangeiros diminui

Autor: Matheus Moraes
Presença de trabalhadores estrangeiros diminui
Foto: Matheus Moraes / DM

Em Passo Fundo, queda foi observada no último ano pela agência FGTAS/Sine. Em 2018, mais de 40 pessoas de outros países já solicitaram cadastro para confecção de Carteira de Trabalho

O número de estrangeiros em busca de cadastro para a confecção da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) em Passo Fundo, neste ano, chega a 44, de acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) da região. Em 2017, foram 240 estrangeiros que confeccionaram o documento para ter a concessão para poder trabalhar no município. Os dados, no entanto, são aproximados, visto que há protocolos que acabam cancelados, além de outras situações excepcionais.

O coordenador da agência da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS/Sine), Sérgio Ferrari, relata que possivelmente o número de abertura seja menor, visto que os estrangeiros possuem período provisório em muitos casos de trabalho e precisam realizar a renovação da carteira. “É improvável que seja tanto, porque tem muita renovação. A grande maioria é assim. Apesar do documento constar como estrangeiro, no nosso controle governamental não fica. Se formos procurar, estará com nomes normais, sem identificação de que é de outro país”, afirma.

Segundo Ferrari, houve uma queda na procura por vagas de trabalho por parte de estrangeiros no último ano em Passo Fundo. Entre os que buscaram, no entanto, o público era predominantemente masculino. “Diminuiu muito o número de estrangeiros aqui, porque a procura de trabalho baixou. Foi uma queda considerável. Eles têm ido para outras regiões, onde o mercado está melhor”, explica. “A grande maioria que procura por essas vagas são homens, diria que chega a 95%”, acrescenta.

Números nacionais

Em todo o país, foram mais de 25 mil autorizações de trabalho para estrangeiros no ano passado, de acordo com dados divulgados pelo Ministério do Trabalho. Em relação a 2016, houve uma redução de cerca de cinco mil pedidos, visto que foram 30.327 documentos emitidos há dois anos, enquanto foram 24.294 autorizações temporárias e 1.006 permanentes na temporada passada. Os números de todo o Brasil foram coletados num relatório anual realizado pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), da Universidade de Brasília (UnB), sob a supervisão da Coordenação Geral de Imigração (CGIg), e foi apresentado durante a 2ª reunião ordinária do Conselho Nacional de Imigração (CNIg).

Dos estrangeiros interessados em exercer alguma atividade laboral no país, o sexo masculino predominou com 22.537 autorizações emitidas, enquanto para o sexo feminino foram 3.399. Quase todos os imigrantes tinham o ensino superior completo (13.444) ou o ensino médio completo (10.724). Por faixa etária, foram emitidas mais autorizações para estrangeiros entre 20 e 34 anos (9.989) e 35 e 49 anos (10.857). O Rio Grande do Sul é o terceiro Estado que mais recebeu estrangeiros em 2017. Ao total, foram 603 que iniciaram atividades no Brasil. O ranking é liderado pelo Rio de Janeiro, com 11,1 mil, seguido de São Paulo, com 10,7 mil. A sequência conta com Minas Gerais (595), Bahia (507) e Espírito Santo (426).

EUA lidera emissão de trabalhadores ao Brasil

Os Estados Unidos ocupam o topo do ranking entres os países emissores de mão de obra estrangeira para o Brasil. O MTB concedeu 5.098 autorizações de trabalho para americanos, seguido pelas Filipinas (2.127), Reino Unido (1.827), China (1.606), Índia (1.459) e França (1.424). Dos países da América do Sul, as autorizações se concentraram a nacionais da Venezuela (239), Colômbia (223) e Argentina (188). Para a realização de eventos no Brasil prevaleceram entre as autorizações temporárias, contempladas pela Resolução Normativa nº 69, com 10.295 concessões, sendo 4.238 para os EUA e 1.159 para o Reino Unido.

Crescimento em estrangeiros que ficam no Brasil

O relatório anual do CNIg registrou ainda 4.801 autorizações concedidas para estrangeiros trabalharem e manterem residência no país. Nesses casos, o crescimento foi de 315% em relação a 2016, ano em que 1.156 pessoas receberam esse tipo de autorização. As emissões deste documento atenderam sobretudo senegaleses (2.285) e haitianos (1.244), que se fixaram predominantemente nas regiões Sudeste e Sul do país.

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