Agro Diário

Qualidade como fator primordial na cadeia do trigo

Autor: Alessandro Tavares
Qualidade como fator primordial na cadeia do trigo
Foto: Divulgação / Biotrigo Genética

Produtores, cerealistas e profissionais de indústrias e moinhos participaram de seminário que abordou temas fundamentais no desenvolvimento do grão para conseguir grandes resultados 

A farinha de qualidade utilizada no fornecimento de pães, biscoitos ou massas que chegam até o consumidor passa por um grande caminho durante a sua produção. E é nesse caminho a ser percorrido, o qual envolve o produtores, multiplicadores e indústrias, que o trabalho deve ser cuidadoso para que o produto esteja em ótimas condições para degustação. Os cuidados, métodos e orientações do desenvolvimento do grão foram abordados na palestra “Qualidade industrial na visão da cadeia produtiva”, ministrada pela supervisora de Qualidade Industrial da Biotrigo Genética, Kênia Meneguzzi.

A atividade foi uma das principais englobadas na 7a edição do Seminário Técnico Biotrigo, de Passo Fundo/RS, que ocorreu nessa quinta-feira (3), no município. Em sua participação, a supervisora conseguiu manter o diálogo com produtores, multiplicadores e cerealistas. “Eles têm um papel fundamental na qualidade do trigo. Se for feito um processo todo com foco na qualidade, você terá um grão de qualidade e uma farinha excelente”, frisa. “É preciso ter uma série de cuidados no desenvolvimento da lavoura, ou após a entrega do grão para o cerealista. No controle de pragas, na secagem, na destinação para armazenamento de grãos.

Na oportunidade, Kênia tratou, também, a respeito dos moinhos de trigo. Dentro desse contexto, ela procurou explicar a importância de compreender qual farinha é produzida em determinada região. Segundo ela, é necessária máxima atenção do produtor neste momento. “Não adianta semear um trigo específico para a panificação se o moinho que vou vender o grão vende farinha para grãos. As farinhas são totalmente distintas”, define. Segundo ela, as opções de farinhas atuais são das mais variadas e fazem parte de um cenário com mais de 100 tipos nos maiores moinhos do país. “É super importante que o moinho receba as cultivares separadas de acordo com as suas características. Para que se possa fazer mesclas e elaborar diferentes tipos de farinhas”, completa.

A palestra chamou atenção para quem veio de longe. O supervisor de moagem de uma indústria que produz alimentos voltados para farinha, Claudiomiro Brum, que está no ramo há, pelo menos, duas décadas, a atividade foi proveitosa. Segundo o profissional, que saiu de Caxias do Sul/RS para participar do evento, o tema é um dos mais interessantes para o setor industrial. “Foi tratado sobre a qualidade do trigo, da pesticida sobre eles. É algo que temos que sempre buscar evolução no mercado para fazer o melhor em nossos produtos, descobrir qual é a melhor qualidade”, exalta.

Exemplos de como fazer com que a farinha seja qualificada, apresentados na palestra, também despertaram o interesse do profissional da indústria moageira. “Podemos aproveitar tudo. Porque são muitos tipos de grãos que melhoram a nossa farinha, como branqueadores, melhoradores, absorção. Mostra de que maneira a gente pode trabalhar com determinado trigo. Não adianta você pegar um trigo que é de qualidade de panificação para fazer biscoito, ou vice-versa. Nós da indústria, se temos um trigo bagunçado, a qualidade também será bagunçada. Por isso é fundamental essas orientações e ideias”, destaca Brum.

Projetos de segregação são realidade no país

Cooperativistas e cerealistas do Rio Grande do Sul já se organizam e planejam projetos de segregação para a cadeia de biscoito e de trigos branqueadores, segundo a supervisora de Qualidade Industrial da Biotrigo Genética, Kênia Meneguzzi. Ela relata que em estados como Paraná, São Paulo e Minas Gerais – o último possui os quatro maiores moinhos do Brasil -, a prática já acontece para identificar quais são os cultivares e indicá-los para os produtores que os semeiam. “Isso já começou a surgir no Brasil. Em Minas, por exemplo, há uma particularidade de ter quatro dos maiores moinhos e mais atuantes do país. E lá existe essa prática. Então facilita para o moinho trabalhar. É uma tendência. Cada vez mais vai se fortalecer, porque facilita para todos os elos da cadeia: para o multiplicador, produtor, armazenador e para o moinho também. Nós, como consumidores, vamos ser beneficiados, porque os produtos que vamos encontrar no mercado terão maior qualidade”, acrescenta Kênia.

Possível incremento de área no RS na safra

Para a safra de 2018, a estimativa é de manutenção da área semeada de trigo em relação ao ano passado. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o trigo deve ocupar 699,2 mil hectares do solo gaúcho. A projeção também está alinhada com o levantamento da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado (Fetag/RS).

De acordo com a supervisora da Biotrigo Genética, a expectativa para a safra do trigo é positiva. Segundo Kênia, há previsão de um aumento de área no Paraná durante a colheira. Para o Rio Grande do Sul, deve permanecer a área semeada na última safra, com possibilidade de incremento de abrangência. No entanto, mesmo que as expectativas sejam positivas no contexto da genética, é necessária a contribuição das condições climáticas. “Se o tempo ajudar neste ano, vamos ter uma boa safra. Mas ainda dependemos dessa questão climática, porque o clima é soberano à genética”, finaliza.

Seminário Técnico de Trigo

O evento, que reuniu cerca de 300 pessoas, entre produtores de sementes, multiplicadores, cerealistas, técnicos e moinhos, trouxe especialistas para falar sobre diversos temas como o resultado do avanço em pesquisas realizadas para combater doenças de difícil controle; construção do perfil do solo e os impactos positivos que a produção do trigo pode trazer para o estado do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

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