Esportes

SC Gaúcho, 100 anos

Autor: Kleiton Vasconcellos
SC Gaúcho, 100 anos
Foto Divulgação

Neste sábado, Alviverde comemora seu centenário. Clube, que tem história recheada de momentos memoráveis e ídolos eternos, segue em plena atividade

Tudo começou em 1918. Um grupo de amigos resolveu criar uma agremiação de futebol. O endereço era a Casa Barão, onde sete pessoas se reuniram para fundar o Sport Club Gaúcho. Tal esforço, que incluía a formação de uma diretoria, tinha como objetivo facilitar a prática do futebol, uma vez que tudo era difícil e caro, em se tratando de esporte, naquela época. Curiosamente, o primeiro campo estava situado onde depois seria erguido o Estádio Wolmar Salton. Com bola, uniformes e jogadores suficientes para formar o primeiro e segundo quadros, estava formatado o clube.

Ao longo da sua história, o SC Gaúcho viu o surgimento de adversários – o principal deles, 14 de Julho, foi fundado em 1921. Aliás, a década de 1920 foi profícua, com a fundação de diversas agremiações e crescimento na competitividade, incluindo aí a Liga Passo-Fundense de Futebol. Os anos passaram, o Gaúcho teve hiatos em suas atividades, formou novas gerações de torcedores, marcou o seu nome e o de Passo Fundo no cenário estadual e conquistou títulos. A destacar os 16 Campeonatos Citadinos (1926, 1927, 1928, 1939, 1948, 1949, 1950, 1954, 1961, 1963, 1964, 1965, 1966, 1967, 1968 e 1970), o Torneio Everaldo Marques da Silva (1970), 3ª Divisão do Estadual (2000) e a 2ª Divisão Estadual (1966, 1977 e 1984).

Uma das conquistas, aliás, é destacada como o principal acontecimento histórico do time. “Sem dúvida, foi o título da 2ª Divisão de 1966. Ali marcou a virada de um time regional para ser conhecido no Estado. Também começa ali a mística do Gaúcho de Passo Fundo” diz o jornalista e historiador Lucas Cardoso Scherer. Ele se refere à final daquela competição,  na qual o Gaúcho recebeu o Uruguaiana no Wolmar Salton. Precisava da vitória no tempo normal e na prorrogação. Diante de um estádio lotado e uma chuva torrencial, venceu no tempo normal por 5x0 e depois sacramentou o título com um tento de Antoninho. Relatos de época dão conta de uma festa “única e indescritível”, com torcedores pulando na piscina e outros precisando de atendimento médico.

Entre o final da década de 1960 e por boa parte da década de 1970 formou-se um grande time, apontado por muitos como o principal de sempre. Nesse período, a camisa verde e branca foi vestida por nomes do quilate do artilheiro Bebeto e do zagueiro Daison Pontes. Mas também teve Nadir no gol, Machado na lateral, Amâncio na defesa, Raul Matté, Roberto e Gitinha (técnico e jogador em 1966) no meio, Pedro e Meca no ataque.

Quem chegou ao Gaúcho em 1971 e ficou no Alviverde até 1980 foi o zagueiro Mário Tito. Testemunha e também protagonista de muitos dos principais momentos daquela década, o defensor guarda muito carinho pelo clube. “Vim do Juventude para o Gaúcho. A princípio havia uma equipe formada e a zaga tinha Daison e João Pontes. Esperei alguns meses pela oportunidade, sempre treinando. O treinador Machado colocou João na lateral e formei a zaga com o Daison. Também tive com parceiros de defesa Lívio, Gringo, Antônio Carlos. Dentro do Gaúcho, eu batia o meu contrato em casa e a direção decidia quanto eu ganharia. Me erradiquei em Passo Fundo, casei aqui, tive meus filhos aqui, estudei aqui., fiz minha vida dentro do Gaúcho, consegui tudo no clube. Tivemos crises, derrotas, mas foi uma alegria enorme vestir a camisa, pois consegui tudo através do Gaúcho. Sou Gaúcho até hoje” diz. Curiosidade: embora conhecido como Mário Tito, seu nome é Paulo Faccio. Tal mudança vem do apelido de criança “Tito”, ao qual foi agregado o Mário, conforme outro jogador do Juventude.

Os hiatos

De 1929 a 1936 o Gaúcho encerrou pela primeira vez as suas atividades. Depois, outra pausa, quando da saída do agora Bairro Vergueiro para voltar ao Boqueirão. Por questões financeiras, houve a fusão com o 14 de Julho em 1986. O Alviverde ainda retornou rapidamente em 1990, para novamente parar e ressurgir em 2000. Por fim, a última parada se deu entre 2007 e 2010. “A torcida tem a sua culpa também, pois não tem a consciência que o time pode perder. Acha que é dever vencer sempre, mas é como um casamento, tem fases boas e ruins” opina Lucas Scherer.

A importância

Logicamente, ao completar 100 anos, o Gaúcho traz consigo uma marca na história de Passo Fundo. “Para o futebol, é extremamente importante, desportivamente falando. Há aquela devoção, a paixão dos torcedores. Economicamente, para a cidade, não há uma importância relevante, mas é curioso, pois o Gaúcho levou adiante o nome de Passo Fundo, embora o histórico do futebol passo-fundense seja vazio de títulos estaduais” opina o historiador Marco Antônio Damian. Conforme ainda aponta Damian, os hiatos na história foram prejudiciais também para a formação de novos torcedores.

O Mais Querido no DM

Além de Alviverde e Periquito, outra alcunha dada ao SC Gaúcho é “O Mais Querido da Cidade”. Tal denominação foi obtida após uma votação popular realizada pelo Jornal Diário da Manhã, em 1939. Era o chamado “Concurso de Simpatia Desportiva”, englobando clubes e jogadores da cidade. A pergunta era “Qual o Clube Mais Querido da Cidade?”. Deu Gaúcho, com 1.902 votos, deixando para trás o 14 de Julho com 578 votos. Na ocasião, também venceram como “Melhor Jogador” o goleiro Harry e como “Jogador Mais Popular” Zica, ambos do Gaúcho.

Atual

Os anos passaram e o SC Gaúcho continua na ativa. Atualmente líder da Chave A da Terceirona, o time dirigido por Gelson Conte volta a campo no domingo (13). Será na Arena BS Bios Wolmar Santon, diante da SER Santo Ângelo. O jogo inicia às 15h e haverá venda de ingressos por R$ 10, além de diversos produtos oficiais, como camisas, bonés e canecas.

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