Saúde

O futuro do Hospital a partir do centenário

Autor: Édson Coltz - Rebecca Mistura
O futuro do Hospital a partir do centenário
Foto Divulgação

Os planos são de investimento no setor da oncologia e expansão dos leitos em UTI, de acordo com o superintendente executivo do HSVP

O Hospital São Vicente de Paulo chega aos seus 100 anos com planos ambiciosos para o futuro. De acordo com o superintendente executivo Ilário Jandir de David, o Hospital promete dois grandes investimentos que serão significativos para a área médica de Passo Fundo e de toda a região norte, de modo a melhorar a qualidade de vida dos pacientes. “Na área estrutural, de novas tecnologias, nós temos pronto um projeto de instalar uma unidade de transplante de medula óssea, com 10 leitos. O projeto já está aprovado na vigilância”, comenta Ilário. Conforme informações do superintendente, uma parte dos recursos para o projeto já está encaminhada. “A oncologia é uma área importante e grande que nós temos aqui, em uma região enorme que atende aproximadamente dois milhões de habitantes, e os profissionais acabam tendo que encaminhar os pacientes e muitas vezes esperar espaços em Porto Alegre”, explica. A partir disso, a direção do Hospital decidiu que seria importante montar esse atendimento no município. A unidade será feita a partir de um espaço de internação já existente no Hospital, e, por ser uma mudança interna, facilitando o progresso da reforma, que será montada de acordo com o necessário para uma ala de transplante de medula, que exige um sistema de isolamento e ar esterilizado. O projeto depende da aprovação do Ministério da Saúde para que o recurso seja liberado e, na sequência disso, já começará a ser desenvolvido na prática. “O investimento é importante porque mexe na estrutura física e melhora a qualidade e a resolutividade desses pacientes, seja adultos ou pediátricos”, ressalta Ilário.

Outra área que passará por investimento são as Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Ilário afirma que o Hospital já está trabalhando na área e já há condições para uma nova UTI, com dez leitos específicos para pacientes da neurocirurgia. Mais dez leitos pediátricos também seriam acrescentados, chegando a vinte novos leitos e totalizando cem leitos de UTI em todo o hospital, o que vai representar 15% de todos os leitos do HSVP.

Ilário ainda menciona o investimento em uma obra para receber a unidade do PET-CT, o chamado pet-scan, que é um equipamento usado para diagnóstico da oncologia. “O projeto está andando no Ministério da Saúde, e se aprovado a instalação deve acontecer entre o final de 2019 e 2020. O espaço destinado já foi decidido e está aprovado para receber a unidade, inclusive com uma passarela aprovada, e evidentemente no espaço que restar de área física serão construídas outras unidades de atendimento”, explica.

Investimento na segurança

Recentemente, o Hospital São Vicente investiu na creditação, ou seja, atribuir recursos à melhora da segurança da instituição. Ilário comenta a importância de manter o que chama de “cultura da segurança”, que vai desde a identificação de todos que entram no Hospital até o cuidado com a medicação. “Foram três anos de investimento na creditação, na parte da segurança, e é importante manter agora esse trabalho, tanto que dentro de oito meses seremos reavaliados novamente para a manutenção”, explica. “Nós queremos também buscar nessa área outros níveis de creditação, inclusive os níveis superiores, por enquanto estamos no nível um. A creditação tem como base os recursos humanos, fazendo com que se desenvolva a cultura da segurança: das pessoas dos pacientes, dos familiares, dos médicos. Essa cultura de estar seguro, desde a segurança da pessoa entrando no HSVP, identificando a todas, com documento, com crachás, até o cuidado com a medicação, com as cirurgias”.

A caminhada até aqui

“Quando eu cheguei ao São Vicente, tínhamos apenas dois aparelhos de Raio-X”, conta o médico coordenador da Radiologia, Senair Ambrós, ao relembrar os 41 anos de sua caminhada dentro do Hospital. Na trajetória centenária do Hospital São Vicente, muitas foram as inovações que melhoraram o atendimento dos pacientes, mas entre elas, a Radiologia se destaca pelo papel importante no diagnóstico e tratamento dos pacientes. O setor de Radiologia do HSVP completa, em 2018, 49 anos de atuação. O trabalho da Radiologia iniciou em 1969 com apenas os dois aparelhos de pequeno porte, com baixa resolução. Em 1974, após um convênio firmado com a Faculdade de Medicina da UPF, foram feitas algumas melhorias, incluindo a aquisição de novos aparelhos de Raio-X vindos da Europa. Com o aumento da capacidade, em 1976 foi preciso ampliar a Radiologia, que passou a ter novos setores, como o de Angiografia – que observa anormalidades nas veias sanguíneas.

À época não existia ultrassonografia e hemodinâmica, e o Dr. Ambrós pôde acompanhar a chegada de todos os equipamentos. Ele conta que o São Vicente foi o primeiro local do interior do estado a ter uma máquina de ressonância magnética instalada, bem como a mamografia e as ressonâncias, primeiramente de 3 tesla e, posteriormente, 1,5 tesla. “Então houve, nos últimos 50 anos, uma evolução astronômica. Nós partimos do básico do básico e hoje estamos com tecnologias de ponta”.

Preocupação com a especialização

Com o objetivo de repassar conhecimento aos novos médicos e ampliar a equipe do setor, em 2007 foi implantada a Residência Médica em Radiologia e Diagnóstico por Imagem do HSVP. Em 2010, o hospital adquiriu um Tomógrafo Siemens de 128 canais, capaz de realizar imagens cardíacas com técnica isométrica e tempo ultra-curto. Em 2013, a evolução chegou ao setor de Ressonância, através da aquisição de um aparelho 3 Tesla, um dos poucos no Brasil.

“A gente está direto em contato com estudantes e com as faculdades de medicina, todo dia entra gente da emergência, da CTI, avaliar os exames conosco, realizando o trabalho interdisciplinar com as diversas especialidades, porque todas acabam utilizando algum método de imagem, que acaba vinculando a nós. Somos nove profissionais na radiologia e procuramos, dentro do setor, nos dividir entre subespecialidades”, explica o médico radiologista Augusto Vieira. “Assim, eu faço mais neuro-radiologia, tanto tomografia quanto ressonância, o Dr. Guilherme faz mais a parte de intervenção, a Dra. Gabriela faz a parte de tórax e abdômen, e com isso a gente melhora a nossa capacidade, gerando essa subdivisão para especializar os serviços.” Através dessa especialização, os estudos tornam-se mais aprofundados, como é o caso das doenças cerebrais. “Hoje, conseguimos avaliar muito bem Parkinson, Alzheimer, e avaliar estruturas dentro do cérebro que estão alteradas nesses dois tipos de patologias”, aponta o Dr. Ambrós.

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