Agro Diário

“Não fosse o agro, estaríamos no déficit há muitos anos”, declara ex-ministro

Autor: Matheus Moraes
“Não fosse o agro, estaríamos no déficit há muitos anos”, declara ex-ministro
Foto: Tiaraju Almeida

Ex-chefe da Agricultura no Brasil credencia o agronegócio como o salvador da balança comercial dos últimos anos e o setor que pode mudar imagem negativa do país no exterior

O agronegócio brasileiro representa um quarto do PIB nacional, além de ser um dos setores que mais emprega no Brasil. Consolidado como carro-chefe da economia brasileira, o setor apresenta números que impressionam até mesmo os especialistas do ramo. De acordo com o Ministério da Agricultura, o agronegócio exportou 96,01 bilhões de dólares no último ano, com um superávit de 81,86 bilhões em dólares, acima de 2016 na balança comercial.

Para ex-Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, que esteve em Passo Fundo recentemente para palestrar sobre o agronegócio, o setor é o que mantém a balança comercial do país positiva. “Se não fosse o agro, estaríamos no déficit há muitos anos, isso permite salvar as nossas reservas em moedas estrangeiras. O agro tem sido de fato o setor fundamental, com uma característica curiosa: nestes últimos três anos de desemprego muito grande no país, o único setor que desempregou pouco foi o agro, e, além disso, dada a circunstância de que os modelos de gestão evoluíram muito, a mecanização, hoje a massa salarial que o campo paga, é maior que a do passado, ainda que tenha diminuído o número de empregados”, afirma. Rodrigues participou do III Fórum Estadual do Agronegócio na cidade, promovido pelo Instituto de Ciências Agronômicas (Incia). Ele chefiou a pasta do governo entre 2003 e 2006 e concluiu avanços da agricultura, como a lei da biossegurança e biotecnologia, em 2005.

Tamanha confiança no setor tem explicação

De acordo dados da balança comercial brasileira, divulgados pelo Ministério da Indústria, o superávit brasileiro era 27,07 bilhões no ano até a terceira semana de junho. Na mesma semana, a média de exportações já havia superado a semana anterior em 37,5%, principalmente pelo crescimento de exportações de soja em grãos, farelo de soja, café em grãos, entre outros produtos.

E é no agro que o ex-ministro vê a solução para resolver alguns problemas brasileiros, principalmente com a imagem do país no exterior. “O país está numa situação muito difícil do ponto de vista econômico, financeiro, político. Problemas de caráter moral, que são vistos lá fora devido a corrupção. Nós temos problemas de imagem bastante significativos”, declara. Por outro lado, a demanda que o setor pode proporcionar, para diminuir o ruído entre o que os estrangeiros recebem de notícias, é quanto a produção de alimentos de origem brasileira. “Você pode ficar sem qualquer coisa, menos sem alimento. E o mundo hoje tem carência desse processo, há um crescimento brutal de demanda, sobretudo nos países emergentes e não tem havido uma consequente oferta crescente no mesmo ritmo. O Brasil é, sem dúvida nenhuma, o país que pode atender a esta demanda de maneira consistente e permanente”, finaliza.

“Tabelamento nunca foi solução”, diz ex-ministro sobre greve que travou o país

O aumento das exportações acontece exatamente no período de um mês após a greve dos caminhoneiros, que paralisou as principais atividades do país, entre elas, o agronegócio. Mesmo com a discussão entre o governo, caminhoneiros e também produtores, foi definido, até o momento, a utilização do novo tabelamento para o transporte rodoviário de cargas, promovido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Para o ex-Ministro, que é engenheiro agrônomo e coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Rodrigues, o tabelamento nunca foi uma saída adequada. Ele argumenta que os custos sofrem elevação, o que resulta em novas consequências para os setores. “Há uma realidade que é preciso resolver no país: os custos ficam elevados para os produtores e os resultados financeiros não são suficientes para os transportadores, de modo que a solução passa forçosamente pela reforma tributária. O caminho para o Brasil são as reformas. Nós perdemos um tempo enorme com a reforma previdenciária, que não saiu por absoluto azar do país, com denúncias que abalaram o processo, a tributária, a política, a área ambiental tem que ser reformulada de uma forma mais consistente e com a modernidade brasileira. Então, o que é essencial para gente é cuidar das reformas. E a tributária tem o condão de mexer na questão do frete em definitivo”, argumenta.

A influência das eleições no agronegócio

O ex-ministro relata que o cenário eleitoral de 2018 caminha para ser um dos mais importantes dos últimos 30 anos no Brasil. De acordo com ele, o agronegócio tem por expectativa que, independente do candidato eleito, exista a clareza da importância do setor nos negócios do país. “Estamos indo para um caminho de grande importância esse ano, talvez o mais importante dos últimos 20 ou 30 anos. É preciso que tenha essa ciência da importância do setor”, afirma.

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