Esportes

Sonho que continua

Autor: Isabella Westphalen
Sonho que continua
Foto: DM/Isabella Westphalen

Apesar do hexa ter ficado pelo caminho nessa Copa do Mundo, a paixão pelo futebol é um sentimento que segue pulsando no coração dos apaixonados pelo futebol brasileiro. Principalmente aqueles que têm o sonho de jogar bola profissionalmente, como é o caso de alguns jovens carazinhenses que encontramos para essa reportagem

Muito além da partida, futebol não são só 22 jogadores correndo atrás de uma bola em campo. Futebol desperta sonhos, pulsa nas veias de quem almeja um futuro nesse esporte. Mesmo que o hexa da Seleção Brasileira tenha se atrasado para chegar, no coração de quem persiste, o sonho e o amor pelo futebol continuam.

O primeiro a me receber quando fui chegando no Pavilhão de Esportes da Igreja Bom Jesus, no Centro de Carazinho, foi o simpático Ruan Eduardo Silva de Almeida, de 12 anos, que calçava suas chuteiras para começar a jogar com os colegas de Yacamim. “Ah, mas quem não gosta de futebol, né?”, retrucou-me quando lhe questionei se gostava de jogar bola. “Eu não pensei muito ainda sobre meu sonho, mas eu gostaria de ser jogador sim, acho que tenho essa vontade”, já foi logo me contando sobre seus desejos de futuro.

Além de gostar de jogar futebol, Ruan afirma valorizar também o fato de compartilhar esses momentos com seus amigos e, muito por isso, acredita ter a vontade de ser jogador profissional. “Acho que é melhor porque a gente 'tá' reunido, jogando junto. O esporte também é um incentivo para a gente continuar estudando e se eu for jogador tenho vontade de passar por muitos lugares e times”, complementou o pequeno jogador, que afirma que, mesmo que o hexa tenha ficado pelo caminho esse ano, o sonho continua.

Troca de experiências

O motivo pelo qual encontrei Ruan é que justamente buscando valorizar o futebol e as oportunidades que ele pode oferecer o ex-atleta Marcos Luciano Rocha (Bitão) e o jogador de futsal Antonio Bagatini, ambos carazinhenses, foram encontrar 24 alunos do Yacamim na tarde de ontem (10) para falar de futebol, sonhos e persistência. “Passa um filme na cabeça a gente estar aqui, porque eu já passei por isso. Comecei a jogar mais ou menos na idade que eles estão agora, 12 anos”, disse Marcos, que ficou no esporte mais de 20 anos de sua vida.

Sob os olhares atentos dos jovens, Marcos e Antônio puderam contar um pouco sobre suas trajetórias, sobre as dificuldades que enfrentaram e, também, ressaltaram a importância de acreditar no sonho que se tem. “Para nós, é gratificante conversar com eles, passar um pouco de experiência, que eles levem isso para a vida e busquem o melhor caminho para seguir, sempre”, ressaltou Bagatini, que, após jogar na Espanha, agora fechou contrato com um time da República Checa e segue crescendo no futsal.

- Acho que o incentivo ao esporte tinha que ter mais apoio da comunidade, da Prefeitura, dos vereadores, para que seja um projeto valorizado, porque o esporte tira das ruas, das drogas e abre portas – refletiu o jogador.

Ele acredita que, cada vez mais, é necessário olhar para a educação das crianças, lembrando que o esporte também é um meio de educar. “Esse é o pedido. Que olhem para as nossas crianças, que incentivem a educação, o esporte, porque só através disso vão seguir pelo melhor caminho”, complementou o jogador.

Goleiro

Curioso para ler o que eu escrevia no bloco de anotações, Henrique, 11 anos, foi se aproximando, até que confessou: “Eu quero ser goleiro” e abriu um sorriso, daqueles de quem acredita e gosta do que faz. “Eu gosto muito de jogar bola, gosto de estudar, ajudo minha mãe em casa também, vou para o colégio direitinho”, justifica o pequeno jogador, enquanto o tema do bate-papo é foco e dedicação nos estudos, afinal, um bom jogador também tem que ir bem na escola. “É importante que eles saibam da importância de existirem regras, disciplina, tudo isso faz parte”, complementou a coordenadora, e coração do Yacamim, Vera Suckau.

Jogue como uma menina

A jovem Camila Meireles, 15 anos, uma das duas meninas que entraram em quadra para jogar futebol com os meninos, afirma ter começado a jogar futebol quando era pequena e conta que sempre gostou do esporte. “Como uma mulher que joga futebol, posso dizer que a importância do incentivo a esse esporte também seja no sentido de que pare o preconceito, porque futebol é para quem quiser jogar”, enfatizou a jogadora, que afirma já ter sofrido com os olhares tortos do preconceito.

Mesmo afirmando ter ficado triste nas vezes em que sentiu-se coagida pelo preconceito, Camila ressalta que não desiste de jogar, porque para ela o futebol é algo natural e irá seguir seu sonho de virar profissional.

 

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