Diário da Manhã

Eleições

A situação do Executivo no Legislativo

Autor: Redação Passo Fundo

Desde o início da campanha, os candidatos buscaram agregar partidos ao apoio de suas candidaturas para intensificar a divulgação de suas propostas e, principalmente, pensando num futuro governo com maioria na Assembleia Legislativa. Com o pleito definido, depois do primeiro e segundo turnos, a análise dos números mostra o governador eleito com, oficialmente, 26 deputados aliados. Desde o seu lançamento como postulante ao posto, Sartori já tinha o apoio de oito partidos que formaram a Coligação O Novo Caminho para o Rio Grande. Com o PMDB que ocupará 8 cadeiras na Assembleia, PSD (1 cadeira), PPS (1 cadeira), PSB (3 cadeiras), a conta soma 13 parlamentares. O PHS, PT do B, PSL e PSDC também integraram a coligação, mas não elegeram deputados em 5 de outubro.

Nos dias que sucederam o primeiro turno, o PP (com 7 cadeiras) anunciou apoio à Sartori, assim como o PSDB (4 cadeiras), PV (1cadeira) e o PRB (1 cadeira). Contabilizando esses, a base aliada do Governo no Parlamento Gaúcho chega a 26. À mesma época, após o primeiro turno, o diretório estadual do PDT (com 8 deputados eleitos) anunciou imparcialidade, deixando os integrantes da sigla definirem individualmente seu posicionamento. “O PDT vai fazer uma análise, em reunião com o diretório, nesta segunda-feira, mas a posição que tenho defendido é que o partido tem que ter uma postura independente no novo governo”, defende o deputado estadual reeleito, Diógenes Basegio (PDT), ao justificar que esse posicionamento é o coerente para o partido que pretende lançar candidatura própria ao Governo do Estado em 2018. “Porém, há uma tendência do PDT integrar o Governo, segundo o que falam dentro do partido”, pondera Basegio.

Por outro lado, a oposição, tomando por base os aliados de Tarso Genro, é formada por 20 deputados. Para o deputado estadual eleito, Juliano Roso (PCdoB), Sartori não terá dificuldades de formar maioria na Assembleia. “Aliás, ele já parte dessa maioria, sem o apoio dos partidos que estão hoje com o Tarso e dos que estão neutros, notadamente o PDT que elegeu oito cadeiras na Assembleia e o PTB que está conosco, com o Tarso, que tem cinco cadeiras. Penso que ele não terá dificuldade de compor uma aliança que lhe dê maioria para ter tranquilidade para trabalhar”, opina.

Professor da Faculdade IMED, historiador e doutorando em ciências sociais, Henrique Kujawa rechaça “a confusão que ocorre entre oposição e situação em momentos eleitorais e de governo”. “Devia ser claro para a sociedade quem defende qual projeto tanto no processo eleitoral, quanto no processo pós-eleitoral. Não é salutar para a democracia que durante a eleição eles são partidos adversários e após, aliados. Não é salutar no debate do ponto de vista de quais são as propostas, nem mesmo para o fortalecimento dos partidos”. “O poder pelo poder enfraquece a lógica eleitoral democrática”, conclui.

Composição da 54ª Legislatura na Assembleia Legislatura:
PT (11 cadeiras), PMDB (8 cadeiras), PDT (8 cadeiras), PP (7 cadeiras), PTB (5 cadeiras), PSDB (4 cadeiras), PSB (3 cadeiras), PC do B (2 cadeiras), PRB (1 cadeira),PSOL (1 cadeira), PSD (1 cadeira), PPS (1 cadeira),PR (1 cadeira), PPL (1 cadeira), PV (1 cadeira).

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