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Fluxo de pacientes aumenta nas emergências

Oscilação de temperatura e mudanças climáticas refletem em doenças respiratórias. Emergências dos hospitais de Passo Fundo registram crescimento de 30% no movimento

As mudanças climáticas e a oscilação da temperatura, sobretudo no decorrer dos últimos dias, têm afetado o organismo de diversos passo-fundenses. Sintomas de gripe, doenças respiratórias e até mesmo caxumba já foram registrados em pacientes dos hospitais de Passo Fundo, que acabam recebendo maior movimento neste período em que o frio aumenta gradativamente. O reflexo disso está nos corredores das emergências dos hospitais do município, que já apresentam salas cheias com internação e um movimento 30% superior a média durante as últimas semanas.

De acordo com o enfermeiro do Hospital da Cidade (HC), Matheus Boscardin, o aumento do movimento é registrado há, pelo menos, três semanas. Segundo ele, casos de caxumba e problemas respiratórios foram os mais registrados. Além disso, relata que idosos são predominantes na área de emergência da instituição. “Chamou atenção a presença de vários pacientes com caxumba. Dá um surto e passa. Quando esfria, o pessoal fica em local fechado e acaba passando de um para o outro. Isso aumentou junto com problemas respiratórios”, afirma.

Os horários de maior movimento no HC são das 12h às 14h, 17h30min às 19h30min e 22h à 0h. Segundo o enfermeiro, mesmo que o contingente de pessoas seja, em muitas vezes, maior que a capacidade de leitos e macas disponíveis, todos pacientes são atendidos, mesmo que haja atraso em alguns casos. “A situação está controlada. A emergência sempre está lotada, apesar de frio ou não. Estamos com ela lotada quase todos os dias, no limite. Os atendimentos demoram um pouco, em função do fluxo, mas nada de exagerado”, esclarece. A emergência do local conta com 15 macas e uma média de 20 a 30 pacientes internados. Alguns, que não necessitam da maca, são encaminhados para uma sala de observação com poltronas.

A tendência de crescimento de pacientes também é observada no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP). A enfermeira-gestora da emergência do hospital, Maristela Rodrigues, garante que o movimento aumentou de 20 a 30% nas últimas semanas. Ela relata que são vários os sintomas apresentados pela população, mas que manifestações de gripe e doenças de vias aéreas, como asma, são os principais atendimentos efetuados no local. A enfermeira esclarece que, se os sintomas não comprometerem as atividades normais do ser humano diariamente, ele pode comparecer às Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou CAIS do município para buscar um clínico geral. “Se for por falta de ar, febre que não passa, é necessário levar para o hospital. Se os sintomas não atrapalharem o cotidiano, pode ir para outras unidades de saúde, porque desafoga o movimento na emergência”, declara.

A transmissão de vírus que resultam em doenças respiratórias é feita por meio de gotículas, ou seja, qualquer tosse, espirro ou até mesmo a conversação próxima pode ser perigosa para que o cidadão seja contaminado. Por isso, a enfermeira Maristela orienta que a população esteja atenta aos cuidados básicos de higiene para evitar possíveis doenças. “A mão é o maior veículo de transmissão, por isso é importante lavar as mãos. Objetos que muitos possam tocar também pode ser prejudicial. Essas bactérias acabam ficando no ar, então é perigoso. O ideal é não ficar próximo de pessoas gripadas, fazer a higienização das mãos, utilizar álcool gel, sobretudo ao pegar o ônibus ou ir a locais públicos”, recomenda.

Circulação de ar

Para evitar doenças respiratórias neste período do ano, o enfermeiro Boscardin orienta que as pessoas não deixem salas e espaços pequenos sem ventilação de ar. A recomendação é que, caso mais pessoas estejam presentes em um ambiente, uma janela seja aberta. “O pessoal se aglomera muito em locais fechados. Se você falar ou tossir perto, acaba sendo afetando outros. São doenças respiratórias, que se todo mundo ficar junto, não pode não ter ar circulando”, indica.

Vacina

A enfermeira-gestora do HSVP, Maristela Rodrigues, pede atenção à comunidade sobre os sintomas neste período do ano, principalmente os que indicam possibilidade de gripe. “É preciso que se evite ficar muito tempo com sintomas sem procurar atendimento”, pontua. Ela orienta, ainda, que o cidadão que ainda não fez a imunização da gripe, procure os locais de vacina. “Ainda há tempo de fazer a vacina. Alguns idosos, principalmente, estão com medo de fazer a vacina. Isso prejudica porque ficam descobertos da prevenção”, completa.

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