Dom Rodolfo

Arcebispo metropolitano da Arquidiocese de Passo Fundo. Seu lema episcopal, "Ide e Evangelizai", é o que guia a sua caminhada dentro da Igreja. Dom Rodolfo foi nomeado bispo da Prelazia de Cristalândia, no Tocantins, em 2009. Seis anos depois, o papa Francisco o nomeou Arcebispo de Passo Fundo. No dia 24 de janeiro de 2016, tomou posse na Arquidiocese em Celebração na Catedral Metropolitana.

Batismo

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Concluindo o Tempo de Natal, a liturgia católica reflete sobre o Batismo de Jesus e, consequentemente, sobre o batismo cristão. João, o precursor de Jesus, iniciou sua missão às margens do rio Jordão. Tinha estilo muito próprio: austero, incisivo, ascético. Começou a atrair pessoas, mas deixava muito claro: era uma voz no deserto, preparava o caminho de quem estava vindo, não era o messias, enfim queria que as pessoas se colocassem na direção Daquele que estava vindo. Batizava mas dizia que seu batismo era com água em vista da conversão. O batismo que deveriam considerar seria aquele que o Messias, Jesus Cristo, ensinaria e faria.

Jesus ressuscitado, ao concluir sua missão, deixou este mandato: ide, anunciai, ensinai, fazei discípulos e aos que crerem em mim, batizai-os “Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (cf. Mt 28, 16-20; Mc 16, 9-20). A Igreja obediente a este mandato, antes de batizar, anuncia, ensina e educa os fiéis. Procura ressaltar a grandeza e a dignidade do batismo pois está acolhendo um novo membro que vai fazer parte do corpo de Cristo e da Igreja.

Para as pessoas e famílias de fé o batizado é um momento muito especial. Na inscrição é perguntado do batizando. O nome é muito importante e a escolha, normalmente, vem antes do próprio nascimento. A escolha do nome faz parte da espera do filho, esta será a sua identidade por toda a vida. A Igreja recomenda que não se escolha nomes alheios ao senso cristão ou que possam causar constrangimentos, mas que a pessoa se sinta confortável com o nome atribuído. Na vida guardamos e recordamos muitas datas significativas e existenciais. Certamente, o dia do Batismo merece um destaque maior, precisa ser celebrado. Uma simples recordação torna-se uma oportunidade de reflexão, oração, lembrar dos padrinhos, rever o álbum.

Outra escolha é a dos padrinhos. A sua tarefa é ajudar o afilhado educando-o na fé que foi batizado e ajuda-lo a perseverar na vida cristã. Diante disso o Código de Direito Canônico que contém as leis universais da Igreja legisla: “Haja somente um padrinho ou madrinha ou um padrinho e uma madrinha” (Cânon 873). Pode-se, no entanto, admitir testemunhas do Batismo. Ser padrinho ou madrinha é uma honra e, simultaneamente uma nobre responsabilidade por isso requer discernimento de quem convida e de quem é convidado.

Ensina o papa Francisco: “Ninguém merece o Batismo, que é sempre dom gratuito para todos, adultos e recém-nascidos. Mas como acontece com uma semente cheia de vida, este dom ganha raízes e dá fruto num terreno alimentado pela fé”.

 

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