Kleiton Vasconcellos

Olá! Sou jornalista graduado pela Universidade de Passo Fundo e atuo, há quase uma década, no Diário da Manhã. Neste espaço, vamos opinar e debater sobre os assuntos mais relevantes do nosso esporte local. E tem de tudo: futebol, futsal, vôlei, basquete, automobilismo... Enfim, venha junto!

De primeira

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A história foi escrita

Você esteve no Ginásio Capingui sábado? Caso a resposta seja positiva, parabéns, pois você viu diante dos seus olhos a história do esporte passo-fundense ser escrita. Se a sua resposta foi não, lamento – mas nem tanto se você acompanhou a nossa transmissão pelas rádios ou facebook. Bem, mas vamos ao jogo em si: o embate entre Passo Fundo Futsal/ Fasurgs/ Valtra Razera e Associação Marauense de Futsal valia mais do que o troféu ao campeão da Série Prata 2018. Ali havia um elemento do passado – o resgate da rivalidade intercidades. Também a busca por uma hegemonia regional. E ainda certas “picuinhas” entre os atores das finais, por assim dizer. Coloque neste caldeirão o fato de o ginásio estar lotado e a decisão ser sacramentada após uma eletrizante prorrogação. Quem viu, viu. Quem não viu, ainda pode resgatar a nossa live, pois está imperdível. Uma dica: há quem garanta que foi o maior jogo da história do Capingui.

Tamanho da conquista

Ocorre que o time de Marau valorizou demais o título do Passo Fundo Futsal. A AMF foi uma adversária complicada e difícil de ser batida. Não à toa venceu no tempo normal: o 1×2 me pareceu justo pelas propostas nos 40 minutos. O empate na prorrogação, idem: se a AMF propôs a vitória, o PFF buscou o empate com valentia. Nota 10 para os dois times, ao final das contas. Em tempo: muita gente em Marau reclama da arbitragem, que teria errado a contagem nos segundos decisivos. Mesmo que tal equívoco tenha ocorrido, ainda assim haveria tempo de sair o gol salvador do Vini Costa. E, de certa forma, o título faz justiça ao trabalho realizado durante o ano pelo PFF – da direção, passando pelos 200 conselheiros, aos jogadores, comissão técnica e torcida.

A despedida

Seria injusto da minha parte nomear apenas uma ou outra figura que pudesse emblematizar o título do Passo Fundo Futsal. Todos os jogadores tiveram igual importância ao longo da caminhada e também na final. Mas vou personalizar a conquista no capitão Nuno. Que poderia estar sossegado em Carazinho ocupado com a sua revenda de automóveis. Ou ainda observando o belo museu particular que, segundo dizem, possui em sua residência. Mas não: aceitou o desafio de enfrentar a estrada para treinar e jogar. Mesmo com o currículo de títulos, acreditou no projeto do Passo Fundo Futsal. E anunciou despedida ao final do jogo de sábado. Que baita cara é o Nuno.

Técnicos

Quero mudar agora o meu foco, saindo das quadras rumo aos gramados. Na semana passada o Sport Clube Gaúcho anunciou a renovação de contrato com o técnico Fabiano Borba. Decisão acertada: Borba saiu muito valorizado da Copa Wianey Carlet, onde pôde demonstrar toda a qualidade do seu trabalho, embora o curto prazo de preparação antes de começar a competição. E na próxima quinta-feira o Esporte Clube Passo Fundo apresenta oficialmente Antônio Freitas como o técnico do Tricolor para a Divisão de Acesso. Curiosidade: o perfil de Freitas é bem semelhante ao de Borba. Mesmo que futebol não seja receita de bolo, me parece que apostar na nova geração seja a tônica em Passo Fundo.

Divisão de Acesso

Antônio Freitas dirigirá o EC Passo Fundo na Divisão de Acesso. O Congresso Técnico da competição ocorre semana que vem. Mas há alguns dias dirigentes já tiveram um encontro na Federação Gaúcha de Futebol. Surgiram lá propostas interessantes, como a liberação da venda de cerveja nos estádios e também propostas com relação ao formato da disputa. Ideias de dividir os 16 clubes em dois grupos (Norte/ Sul ou ainda Leste/ Oeste), além de uma fórmula em três grupos. A conferir dia 14, uma sexta-feira…

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