Ivaldino Tasca

Olá, sou Ivaldino Tasca, político, radialista e jornalista. Estamos passando por um período de grandes turbulências e as opiniões sobre os fatos pipocam intensamente. Minha intenção, com meus textos, é fazer um contraponto que possa acrescentar outros detalhes aos debates. Sua opinião é importante.

Presidente cubano e seu papo furado sobre a crise do país

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Cuba passa por outra grave crise econômica e social (qual novidade nisso?) e seus ditadores, como fazem há mais de 60 anos, dizem que a culpa é dos americanos. Foi o que afirmou candidamente e nos tratando como idiotas, o “gerente” Miguel Díaz-Canel colhido pela família Castro para conduzir o feudo…

Essa baboseira esconde o fracasso de um dos regimes mais cruéis e ineficientes da história eis que Cuba já foi o país mais rico e desenvolvido da América Latina e Caribe.

Dezenas de dados falam do desenvolvimento de uma Nação e por isso recordamos que Havana, a ex-bela capital cubana, foi a primeira da América Latina a usar bondes e receber automóvel (900), telefonia sem telefonista para completar a ligação (1906) e primeira a receber um aparelho de Raio X (1907).

A paradisíaca e afrodisíaca ilha botava para quebrar antes do comunismo. Era segundo país do mundo a ter estação de rádio (1922), o primeiro da América Latina com jornada de trabalho de 8 horas, salário mínimo e autonomia universitária (1937), tinha o terceiro rebanho de gado (1954), era o segundo com menor taxa de mortalidade infantil (1955), o melhor em número de médicos (1957). A lista é longa mas citamos que antes de Fidel assumir tinha o maior número de carros, de eletrodomésticos, de quilômetros de ferrovias e segundo em aparelhos de rádio (1958). Fidel achou que isso era lixo…

Cuba dava de relho em gigantes como Brasil, Argentina, México em escolaridade, saúde pública, desenvolvimento social, cultura e outras coisinhas do gênero.

Mas tinha um porém: o povão vivia sob a ditadura de Fulgência Batista e vários movimentos oposicionistas (como o 26 de Julho) lutavam para quebrar o status quo.

Isso cria as condições para o advogado Fidel Castro, filho de fazendeiro abonado e o médico argentino Che Guevara, admirador do regime soviético, fossem tidos como os vencedores da guerrilha com amplo apoio popular e em 9 de Janeiro de 1959 entrassem de forma triunfal – tipo legião romana – em Havana.

E não demorou para Fidel abrir o jogo. E o fez diante da elite intelectual numa mensagem curta e grossa: “Dentro da revolução, tudo, fora dela, nada”. Tudo bem claro: apenas sacaneou os cubanos simplesmente trocando uma ditadura por outra.

E lá foi ele: amestrou o parlamento, o judiciário e as universidades, acabou com sindicatos capitalistas, permite só um partido (pluripartidarismo é coisa de burguês), sepultou a liberdade de imprensa, fechou igrejas, encampou as empresas estrangerias, estatizou a economia (até botecos da esquina), prendeu, torturou e fuzilou a oposição e fundou o famigerado Comando de Defesa da Revolução (CDR), ou seja, um dedo-duro por quadra criando um clima opressivo que até as famílias tinham medo de falar em casa…

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