Rafael Madalozzo

Aluno do professor e filósofo Olavo de Carvalho (COF). Autodidata em história e economia; um inflexível defensor de uma sociedade livre e dos valores tradicionais. Tem formação jurídica (PUCRS).

Os 4 grandes desafios do governo Bolsonaro

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O novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, tomou posse na terça-feira passada, 1º de janeiro, sendo a sua eleição a representação de um verdadeiro golpe do povo brasileiro contra o establishment esquerdista, globalista e comunista que domina e assola o país. Com apenas uma camerazinha em casa e alguns segundos de TV, sem absolutamente nenhum apoio da mídia, e quase nenhum recurso econômico, Bolsonaro conseguiu uma vitória acachapante, colocando de joelhos o estamento burocrático brasileiro. Mas a sua eleição foi apenas o começo, pois os verdadeiros problemas ainda estão por vir. Entre os inúmeros desafios que ele encontrará, destaco estes quatro, que de maneira alguma são exaustivos:

1 – A desesquerdização do judiciário.

Arrisco-me a afirmar, com certa convicção, que a maior oposição ao governo Bolsonaro não virá do congresso, mas do judiciário, principalmente das cortes superiores. O aparato judicial praticamente inteiro está tomado de militantes políticos fantasiados de juízes. O STF, ao invés de ater-se às suas atribuições originais, vem sistematicamente reinterpretado a Constituição, assumindo o papel do legislativo. O remédio para esta instituição horripilante foi dado por um de seus filhos: “um soldado e um cabo”. Mas, certamente, se essa medida for tomada, a narrativa de que o governo Bolsonaro é ditatorial irá ganhar força, gerando inclusive pressões internacionais que podem prejudicar o seu mandato. O sistema judiciário é uma enorme pedra no sapato do novo presidente, e algo que, à primeira vista, não parece ter uma solução simples.

2 – A desesquerdização da administração pública.

O governo Bolsonaro precisa, efetivamente, expurgar todos aqueles que trabalham na administração pública que se recusarem a colaborar com o novo governo, isto é, aqueles que boicotarem as decisões do novo presidente, recusando-se em fazerem-nas ser cumpridas. Isso é muito comum acontecer em diversos governos que chegam ao poder cujo controle tenha sido exercido pela oposição por muitos anos, mas é um problema especialmente grave no país, haja vista que os governos petistas não mediram esforços em aparelhar completamente a administração pública com os seus apadrinhados políticos.

3 – O ajuste das contas públicas e a aprovação das reformas.

Para conseguir alavancar o Brasil economicamente e superar a severa recessão pela qual o país passou em virtude do tenebroso desgoverno da Dilma, Bolsonaro precisará ajustar as contas públicas, desburocratizar o setor privado sufocado ao longo dos anos por absurdas regulamentações, e aprovar as inúmeras reformas econômicas que precisamos – entre as quais as reformas trabalhistas e previdenciárias, as quais precisam ser muito mais abrangentes do que as do governo Temer. Sem dúvida, Bolsonaro irá enfrentar uma oposição ferrenha no congresso, especialmente aquela vinda da esquerda, a bancada do atraso. A esquerda, acostumada a acreditar que dinheiro cresce em árvore e que o governo pode distribuir favores ilimitados, irá, sem dúvida, fazer o possível para bloquear a aprovação das reformas necessárias, evitando a recuperação econômica do país. Esse é um outro problema com o qual o novo presidente terá de lidar, para o qual também não existe uma solução mágica. Além disso, há ainda a oposição do STF, que, como já mencionado, vem reiteradamente usurpando as funções do legislativo. Ou seja, mesmo se as reformas forem legitimamente aprovadas no congresso, os militantes esquerdistas do STF podem declará-las inconstitucionais.

4 – A desmarxização do ensino.

Talvez esse seja o problema mais grave, pois as suas consequências serão sentidas por gerações a fio. Mesmo se o novo ministro da educação, Ricardo Vélez Rodríguez, alterar a grade curricular, as disciplinas, e os conteúdos a serem ensinados, permanecerá o fato de que, no Brasil, existem poucos professores de verdade, posto que a maioria daqueles que se utilizam desta designação são na verdade militantes marxistas se passando por professores. O fato é que o novo ministro não conseguirá, apenas com uma canetada, se livrar desses agentes comunistas da noite para o dia, tampouco fazer surgir magicamente novos e competentes professores. Esse é mais um problema que não oferece uma solução simples.

Esses são os quatro grandes desafios do novo presidente. Se Bolsonaro não conseguir lhes fazer frente, seu governo poderá não ter os resultados esperados. Mas, caso seja bem sucedido, poderá, sem dúvida, receber a alcunha de melhor presidente da história.

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