Arlete Rohde

Roda viva: 25 de Julho

Foto: Arquivo pessoal

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Quando povos ou nações precisam deixar seu torrão natal, seja por motivos políticos , seja por fatores econômicos ou de ordem natural, surge um sentimento forte de preservar suas raízes – língua, religião, costumes.

Assim aconteceu com os imigrantes alemães que chegaram ao Brasil, a 25 de julho de 1824,  a maioria se instalando no sul do país. A partir daí teve início uma saga de coragem, heroísmo e trabalho, muito trabalho.

Em Carazinho, há registros de chegada desses imigrantes por volta de 1900, atraídos pelo ciclo econômico da banha e logo depois da madeira, as quais eram exportadas para a Europa e escoadas até os portos pela Viação Férrea, inaugurada em 1897.

Ao chegar a nova terra, os imigrantes fundaram igrejas, escolas e comunidades, participando ativamente da vida econômica da cidade e da região. A vida social, não menos importante, era representada por Kerbs, famosos bailes animados por bandinhas, dos quais todos participavam dançando, cantando e se divertindo.

A primeira agremiação social oficial dos imigrantes alemães, de que se tem notícia em Carazinho, foi o Centro Cultural 25 de Julho, criado em 9 de abril de 1955 e que chegou a reunir cerca  de 300 associados quando do auge de suas atividades. Lá eram realizados bailes, festas, celebrações, aniversários, almoços, jantares, concursos, atividades esportivas e culturais, sempre muito prestigiadas.           Com o declínio daquela entidade a comunidade  alemã procurou outras formas de preservar a cultura trazida por seus antepassados, tendo sido destaque na década de 70, o tradicional Festival do Chopp, organizado pela Câmara Junior.

Em 23 de junho de 2014, em decorrência do ressurgimento do movimento cultural da etnia alemã, um grupo de 40 pessoas se reuniu na residência do casal Oscar e Nelci Ehrhardt, dando início oficial a uma nova entidade: a Associação da Etnia Alemã de Carazinho, tendo sido empossada na ocasião, sua primeira diretoria. Contudo, a programação da Associacao começou mais cedo: em 16 de novembro de 2013, com uma atividade social e folclórica nas dependências do CTG Rincão Serrano, a I NOVEMBERFEST, tendo então, um grupo motivado pelo sucesso e o espírito, fraterno e participativo dos integrantes, levado adiante a ideia de fundar e regularizar uma Associação Social e Cultural, sem fins lucrativos.

Desde aquela data, são mais de 7 anos de atividades, atualmente reservadas ao contato  eletrônico, em virtude da pandemia ,mas fiéis à tradição e cultura recebida dos  ancestrais a partir do 25 de julho de 1824.

Um flagrante da Associação da Etnia Alemã de Carazinho, por ocasião da Novemberfest.

Novos patronos na ACL

Em reunião virtual  que aconteceu dia 08 de julho que passou, entre outros assuntos, aconteceu a defesa de novos patronos na Academia Carazinhense de Letras. A confreira Solange Folchini  fez seu pronunciamento sobre o escritor Carlos Drumond de Andrade, já Sônia Delavy da Luz, defendeu para sua patrona, a poetisa Cecília Meirelles. Ambas se desempenharam com muito sucesso.

Na Ocasião foram apresentadas amostras das Medalhas, com que a ACL pretende distinguir escritores em destaque oportunamente.

Uma vista da praça, desde a minha janela curiosa

Claridade na Praça

Com a poda e retirada de árvores e galhos da Praça Albino Hillebrand, na  semana em curso, abriu um espaço de maior claridade naquele local público. Ficou muito bom, com uma vista mais harmoniosa da praça Albino Hillebrand.

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