90% dos casos de homicídios em Carazinho foram elucidados

Polícia Civil apresentou relatório de investigações nesta quinta- feira (06)

Foto: Arquivo | Diário

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11 casos de homicídios foram registrados na região de abrangência da Delegacia de Polícia (DP) de Carazinho, em 2018. Nove destas ocorrências aconteceram na cidade e duas no município de Almirante Tamandaré do Sul, sendo que em um dos casos a polícia ainda investiga se teria ocorrido latrocínio ou homicídio. Ainda, aconteceram dois latrocínios (roubo seguido de morte) no mês de janeiro, com três vítimas, sendo duas mortas, no Parque Municipal João Alberto Xavier da Cruz totalizando 13 assassinatos.

Por enquanto, o índice de homicídios é 39% menor que o registrado em todo ano de 2017, quando houve 18 mortes. Os números foram divulgados durante entrevista coletiva com a Delegada Rita Felber De Carli, titular da DP, nesta quinta-feira (6).

Segundo a delegada, nove casos foram elucidados, sendo sete procedimentos remetidos ao Poder Judiciário, todos com indiciamento e alguns com pedido de prisão preventiva decretada pelo juízo e cumprido, sendo que a previsão é de que os dois casos que faltam sejam remetidos ainda hoje (7). O índice de elucidação chega a 90%.

O único caso que ainda não foi esclarecido ocorreu no início do ano, mas, conforme a delegada, a polícia trabalha com suspeitos e possivelmente a investigação será concluída com a autoria.

Relatório da Polícia Civil foi apresentado nesta quinta-feira (06)

A titular da DP avaliou como significativa esta redução na criminalidade, já que os índices de homicídios na cidade vêm diminuindo, levando em conta os números de 2016, quando houve um pico de criminalidade em Carazinho com 31 pessoas assassinadas, ultrapassando os recordes de violência que tinham sido verificados em 2015, ano em que ocorreram 22 assassinatos.

– É significativa essa redução na criminalidade e isso se deve ao forte trabalho policial que aconteceu neste período, com a maioria dos crimes elucidados, os procedimentos já concluídos e remetidos ao Poder Judiciário, bastante pessoas presas preventivamente e alguns, inclusive, já condenados em função do tempo – destacou a delegada. De acordo com a delegada, houve uma diferença também na forma com que os crimes foram executados. Parte dos assassinatos em 2018 foram praticados com emprego de faca, tendo em vista que, nos anos de 2016 e 2017, a grande maioria foram crimes praticados com arma de fogo.

– Tivemos uma mudança no perfil, reduziu a motivação relacionada ao tráfico de drogas, não é visível que a maior esteja relacionada ao tráfico, basicamente o modo de execução mudou um pouco, – concluiu a delegada.

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