Campanha pede mudança de local da Cadeia Publica Feminina

Lideranças políticas e empresariais de Carazinho apresentaram denuncias que serão encaminhadas ao MP, Fepam e Ibama questionando o licenciamento

Foto: Nathan Schultz | Diário

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Na tarde desta quinta-feira (15), o prefeito Milton Schmitz e a vice-prefeita Valéska Walber, reuniram lideranças empresariais, políticas e entidade de classe de Carazinho e anunciaram a criação de um grupo de trabalho, liderado pelo prefeito com a participação da Câmara de Vereadores e entidades, e que tem por objetivo construir um diálogo que leve a revisão do local em que esta proposta a construção da cadeia pública feminina de Passo Fundo, as margens da BR-285. Por mais de uma vez na reunião os participantes frisaram que entendem a necessidade da construção, porém, não concordarão que a edificação seja feita no local que está proposto. Contrariando o que afirma a SUSEPE, a bióloga, Danusa Ribeiro dos Santos, apresentou com coordenadas geográficas o local da construção e o material será utilizado para apresentar denuncias a órgãos como MP, Fepam e Ibama em relação aos licenciamentos que tangem a questão ambiental do entorno.

De acordo com o material exposto no encontro na prefeitura de Carazinho ontem (15), foram questionadas as licenças previas para obra, que de acordo com a profissional, ao que se apurou com a Fepam, para o local o que há protocolado não se refere ao licenciamento cabível para um presídio, e sim de uma rede de esgotamento que tem a Susepe como empreendedora, frisou também que as datas de validade do documento que tem sobre área está vencida. Outra questão apresentada é o impacto ao entorno da obra já que de acordo com a bióloga as legislações expõem que não pode haver atividade de grande impacto ambiental em um raio de menos de 10 quilômetros de uma unidade de conservação, o que é o caso o Parque João Alberto Xavier da Cruz. Outro apontamento é de que não houve estudo sobre o impacto de vizinhança da obra.

Um material de campanha publicitária foi apresentado. No conteúdo fica exposta a preocupação com eventual contaminação das águas do Rio da Várzea que tem nascente a poucos metros, a formação de vila de forma desordenada ao entorno da obra e do desperdício de recursos públicos com o volume de deslocamento que a obra naquele local ira incorrer.

Nesta semana durante encontro com o governador Eduardo Leite, a vice-prefeita Valeska Walber acompanhada do presidente da Cotrijal Nei Cesar Mânica e do deputado estadual Clair Kuhn entregaram ao governador, um documento com a posição contrária de lideranças do município. Em entrevista à Rádio Diário AM 780, o parlamentar frisou que se autorizar a obra avançar no local proposto, o governador que vem fazendo reformas e esforços para conter despesas e distorções na coisa publica estará incorrendo no maior erro de sua gestão, ao passo que os futuros deslocamentos de servidores e de detentos até o local deve gerar custos fora da curva.

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