Começa a fase crítica da soja

Produtores rurais devem realizar constantes monitoramentos para evitar doenças e pragas

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Na região de Carazinho, as lavouras de soja começam a entrar em período crítico, quando a planta dá início ao processo de floração. De acordo com agrônomo da Emater-RS/Ascar, Renato Reni Serafini, a partir desta fase até o momento final de enchimento dos grãos a oleaginosa necessita de chuvas bem distribuídas. “Temos 60 dias pela frente muito importantes, pois não pode faltar água. A planta está com suas primeiras lavouras iniciando o período produtivo, aquele que ditará o quanto as lavouras irão produzir em grãos”, explica o agrônomo.

Segundo ele, as condições climáticas estão dentro das expectativas para uma boa safra de grãos, que no município tem projeção de média geral próxima das 60 sacas por hectare. “Com tudo correndo dentro da normalidade teremos lavouras com quantidade produtiva bem acima da média. As lavouras na região foram plantadas com tecnologia de ponta”, comenta.

Renato Reni Serafini, agrônomo da Emater-RS/Ascar em Carazinho

Os problemas detectados nas primeiras semanas depois do início da semeadura da safra 2018/2019 atingiram na região entre 8% e 10% da área total. “O excesso de chuvas no final do mês de outubro e começo de novembro compactou o solo, prejudicando a germinação das sementes, fato que acabou reduzindo o número de plantas, o que no meu entendimento pode até ser em número mínimo de oito ou nove por metro linear. Muitos produtores acabaram por optar pelo replantio. Esse problema foi registrado em várias regiões do estado”, explica.

Por outro lado, o técnico da Emater-RS/Ascar argumenta que a soja consegue compensar plantas não emergidas ou mortas por doenças através da ramificação das sobreviventes. “Quando há registros que reduzem o número de plantas por metro linear é importante o produtor avaliar se aquele volume de sementes que emergiu é suficiente ou não para não comprometer a produtividade da cultura”, complementa.  O agrônomo também confirma a ação de fungos de solo na morte de plantas da soja em função do clima desfavorável logo depois do plantio, pelo excesso de umidade e noites de temperaturas baixas.

 

Monitoramento constante

Serafini alerta para a necessidade de o produtor realizar vistorias seguidas das lavouras para poder realizar o controle de pragas de forma correta e com orientação técnica. “Em resumo, podemos dizer que no momento o clima é bom para a oleaginosa. As lavouras estão dentro das previsões e, permanecendo assim, teremos mais uma boa safra de grãos neste ano”, concluiu.

Carazinho plantou cerca de 41 mil hectares com a oleaginosa. A estimativa é de que 15% das lavouras estejam na fase de floração. O restante em desenvolvimento vegetativo.

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