Comércio otimista com as vendas de Natal

Setor de vestuário lidera intenções de compra. Consumidor se mantém cauteloso, mas pretende investir

Foto: Rebecca Mistura/Diário

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Em estudo divulgado ontem (03), a Fecomércio do Rio Grande do Sul projetou um crescimento de 3% a 4% nas vendas de Natal deste ano. A pesquisa também indica que os artigos de vestuário vão continuar liderando como os presentes mais comuns no Natal de 2018, seguido de brinquedos e calçados.

Em Passo Fundo, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas), Jefferson Kura, acredita que haverá um aumento no consumo neste Natal em relação ao ano passado.

“Segundo dados do Sine, estamos com números positivos de empregados na indústria, no comércio e nos serviços. Mais os novos empreendimentos recém-inaugurados trarão consumidores de toda região, por isso o comércio está bem confiante que será um bom Natal em todos os setores”, afirma Kura.

O consumidor não pretende se comprometer muito com as compras, mantendo as parcelas de 1 a 3, diferente do Natal passado, em que as parcelas foram maiores.

Mesmo com a economia apresentando leve melhora, na percepção dos consumidores, ainda assim eles pretendem gastar menos ou muito menos do que no Natal passado, é o que indica a pesquisa da Fecomércio em relação ao valor da cada presente, que deve custar em média R$ 108,46. Além disso, diferente do que ocorreu em 2017, a compra de presentes aparece como o quarto destino para os recursos do 13º salário.

Comércio em Passo Fundo

O empresário Vitor Hugo Franzen projeta um fim de ano positivo em relação a 2017. “Nas metas a gente está apostando nos números maiores, porque está dando sinal de uma pequena reação no comércio, estamos otimistas”, afirma.

“Eu já vejo bastante movimento e o pessoal recebendo a primeira parte do décimo, isso também ajuda, a cidade está pulsando”.

Outro dado da pesquisa também mostra que o consumidor ainda prefere comprar nas lojas físicas e centrais, indo de encontro ao observado por Franzen.

“O vestuário sempre é o setor que cresce nessas datas, mas claro que a concorrência hoje tem outras opções, muita gente comprando pela Internet, mas a loja física ainda oferece um conforto, um acolhimento, a equipe de vendas… isso sempre ajuda”, diz.

Enquanto comerciário do setor de vestuário, o empresário aponta que a linha masculina são produtos que vendem muito para presente, mas que tanto os homens quanto as mulheres gostam de investir em trajes novos para o Natal, já aproveitando descontos para o Réveillon.

As contratações temporárias também marcam o fim de ano, e Franzen afirma que pelo menos 40% da sua equipe são funcionários contratados recentemente, mas que muitas vezes acabam tendo o contrato estendido além desse período de festas.

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