Corsan pede paciência à população diante das obras conduzidas no município

Desde que obras de saneamento iniciaram no município, a Companhia precisou interferir nas ruas, no acesso às residências e nas calçadas. Neste mês, obras serão conduzidas nos bairros Vila Rica, Loeff e Medianeira. Corsan assegura que a qualidade do asfalto não será comprometida

Foto: Anderson Favero | Diário

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Com duas frentes de trabalho em andamento no município, a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) pede à população carazinhense que tenha mais paciência diante dos transtornos que vem ocorrendo com a abertura de asfaltos, calçamentos e calçadas. Em entrevista ao Grupo Diário, nesta terça-feira (5), o engenheiro e chefe de operações da unidade, Rudney Cracco, falou sobre o assunto e também avaliou a condução das obras em Carazinho.

Segundo ele, a Companhia tem registrado inúmeras reclamações por parte dos moradores nos locais em que estão ocorrendo as obras de extensão da rede coletora de esgotos, que contempla 36 quilômetros em parte do Centro e nos bairros Operária, Vila Rica e proximidades.

– Infelizmente, não temos como fazer obras de esgoto, que são mais complexas e exigem profundidade de rede, sem a abertura de valas e a remoção de calçadas. Sabemos que isso atrapalha o cotidiano dos moradores. Mas é algo provisório e logo não haverá mais essa interferência. Por isso, pedimos à parcela de carazinhenses que reside nesses locais que tenha paciência porque não temos outra forma de fazer essas obras – diz Cracco.

Menos transtorno

Desde novembro, quando as obras iniciaram no município, a Corsan precisou interferir nas ruas, no acesso às residências e nas calçadas. Entretanto, com o intuito de causar o menor dano possível à malha asfáltica carazinhense, a Companhia adotou o “método não destrutivo de implantação de redes”.

– Através desse método, a máquina faz a perfuração de um poço que varia de 100 a 150 metros. Dessa maneira, a tubulação é perfurada por baixo do asfalto sem precisar abri-lo, o que causa menos transtorno, já que evita a abertura de valas e a ruptura do pavimento e, consequentemente, menor interferência nas vias de trânsito e na pavimentação asfáltica – explica Cracco.

Relembre

Conforme reportagem publicada no dia 20 de outubro pelo Diário, a primeira obra da Corsan em andamento no município se refere à conclusão da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), na rua Bernardo Paz, que consiste na duplicação da estação com a colocação de mais um módulo. A primeira etapa deve ser concluída no início de março de 2019. A partir daí, cerca de 500 unidades consumidoras dos bairros Vila Rica, Loeff e Medianeira poderão ser interligadas à rede. A finalização da obra, no entanto, é prevista para ocorrer em dois anos.

A outra frente de trabalho da Companhia, que é a que tem causado transtorno entre a população, contempla a construção de redes coletoras e tronco, linha de recalque e bombeamento dos bairros citados na reportagem até a ETE. Este serviço tem prazo para ser concluído em dois anos e receberá o investimento de R$ 14 milhões.

– As duas frentes de trabalho estão sendo conduzidas em bom ritmo e dentro do cronograma proposto inicialmente. Sabemos que no mês de dezembro a população não gostaria de ter transtornos em frente às suas residências, principalmente porque temos datas especiais no calendário. Porém, as obras da rede coletora não podem parar e neste mês estarão concentradas nas ruas Antônio Vargas, 3 de maio e adjacências. Mais uma vez, fica o pedido para que todos tenham mais paciência, sobretudo nesses locais – finaliza o engenheiro.

População pede respostas diante de vazamentos

Nas últimas semanas, o Grupo Diário recebeu um número significativo de ligações da população pedindo explicações da Corsan diante dos casos de canos quebrados nos bairros e o desperdício de água causado por eles. Segundo as reclamações, a população tem comunicado a Companhia sobre a situação e, no entanto, o problema não está sendo sanado. Exemplo disso é o vazamento de água na esquina das ruas 21 de abril e Silveira Martins, no bairro Loeff, onde os moradores relatam que o vazamento de água já se arrasta por um mês.

Em resposta à demanda, o chefe de operações da Corsan, Rudney Cracco, explica que a metodologia adotada pela companhia para resolver esses problemas se dá em função da extensão do vazamento. “Quanto maior for o vazamento, maior será a prioridade de atendimento. Então, às vezes ocorrem vazamentos menos expressivos que acabam sendo deixados para serem sanados num segundo momento, já que temos uma malha de 400 quilômetros no município e a frequência de vazamentos é grande, e é natural que isso ocorra. Infelizmente, não conseguimos atender a todas essas situações ao mesmo tempo”, esclarece.

Ligações à central

Nesse contexto, Cracco também cita que, de acordo com o protocolo da empresa, a unidade de Carazinho não recebe as ligações dos consumidores via 0800 646 6444. Elas são recebidas na central de atendimento, em Porto Alegre, e posteriormente repassadas à unidade carazinhense. “As reclamações feitas por este canal, chegam até nós dessa maneira, mediante a criação de um protocolo. Entretanto, a companhia disponibiliza outros canais de atendimento como o App da Corsan, que permite a emissão de segunda via da conta, consultar a situação do abastecimento de água, reportar vazamento, entre outros”, conclui.

 

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