Cuba em guerra: milhares saem às ruas para protestar contra o governo comunista

População está insatisfeita com a crise econômica e a falta de comida e luz na ilha caribenha, comandada há mais de 60 anos por uma ditadura implantada por Fidel Castro

Foto: Reprodução

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Milhares de cubanos saíram às ruas neste domingo (11) para protestar contra a ditadura comunista que controla o país há mais de meio século.

Os protestos ocorrem em meio a uma crise geral do sistema de saúde pública, incapaz de atender as demandas de serviços médicos em meio à pandemia e também a situação econômica, a pior em 30 anos.

Moradores também têm relatado cortes de eletricidade, falta de alimentos, limitações às liberdades civis e a más decisões do presidente Miguel Díaz-Canel.

Em contrapartida, o governo cubano diz que a mobilização é de setores ligados aos Estados Unidos, interessados em desestabilizar o país.

As manifestações começaram na cidade de San Antonio de Los Baños com gritos de “abaixo a ditadura”, “liberdade”, “pátria” e “vida”, e depois se espalharam para outras partes do país, como Palmas Soriano, Havana, Guira de Melena e Alquízar, ambas da província de Artemisa.

À medida que os protestos se espalhavam, o presidente Miguel Díaz-Canel pediu aos apoiadores do governo que saíssem às ruas para “enfrentá-los”.

“Estamos convocando todos os revolucionários do país, todos os comunistas, a tomarem as ruas e irem aos lugares onde essas provocações acontecerão”, disse o presidente em uma mensagem transmitida em todas as redes de rádio e televisão da ilha na sequência dos protestos.

Por meio das redes sociais, dezenas de cubanos transmitiram ao vivo as manifestações. Cantando em espanhol, os manifestantes disseram que não temiam o regime liderado por Miguel Diaz Canel e que queriam ter acesso às vacinas e também o fim do comunismo.

De acordo com as informações de Zoe Martinez,  jovem cubana residente no Brasil, em vídeo publicado também neste domingo, os cubanos estão incomunicáveis neste momento. A ditadura suspendeu a internet e o sistema de telefonia após a repercussão de vídeos das manifestações.

Os protestos, divulgados nas redes sociais, começaram de forma espontânea pela manhã. Trata-se de um fato incomum no país governado pelo Partido Comunista, onde as únicas concentrações autorizadas costumam ser as do partido.

Confira vídeos das manifestações

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