Entenda o “Novo Ensino Médio”

Base curricular aprovada essa semana promete flexibilizar ensino e ser voltada à formação técnica e profissional

Foto Caetano Barreto / Diário

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Aprovada na última terça-feira (4), a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino médio está em discussão desde 2015, e é uma das principais propostas que encabeçam a reforma do ensino público brasileiro. O Conselho Nacional de Educação (CNE), que aprovou a implementação, entra agora no processo de homologação do documento com as novas diretrizes, que ainda não tem previsão de conclusão.

Enquanto isso, a proposta, que foi alvo de protestos e reclamações por parte de profissionais de educação, segue em caráter normativo, o que dispensa a votação no Congresso. Mas o documento ainda precisa da homologação pelo ministro de Educação.

O prazo para que as mudanças entrem em vigor é o início do ano letivo de 2022. Até lá, continuarão as reuniões e discussões para aprimorar as normas do documento final.

Vale lembrar que, antes do projeto, não existia nenhuma base comum obrigatória, e, por lei, apenas português, matemática, artes, educação física, filosofia e sociologia estavam listadas como áreas básicas do ensino médio.

O que muda?

– As disciplinas de Matemática e Português se tornam obrigatórias nos três anos do ensino médio;

– Os demais conhecimentos deverão ser cursados de maneira alternada durante os três anos, podendo ser cursadas em um ano, em dois, ou nos três;

– A carga horária curricular aumentou de 2,4 mil para 3 mil horas, o que equivale a uma média de cinco horas diárias. A BNCC deve ser concluída em 1,8 mil horas, e o tempo restante deve ser dedicado ao aprofundamento no itinerário formativo escolhido pelo estudante;

– A BNCC terá um currículo dividido em quatro áreas de conhecimento: linguagens e suas tecnologias (Arte, Educação Física, Língua Inglesa e Língua Portuguesa), matemática e suas tecnologias (Matemática), ciências da natureza e suas tecnologias (Biologia, Física e Química), ciências humanas e sociais aplicadas (História, Geografia, Sociologia e Filosofia), e formação técnica e profissional;

– Os currículos estaduais devem ser adaptados e implementados até o início das aulas de 2022

– Para articular as áreas de conhecimento de maneira prática, o documento favorecerá a criação de laboratórios, oficinas, clubes, observatórios, incubadoras, e núcleos de estudo e criação artística.

– Entre as áreas de conhecimento, estarão distribuídas disciplinas de competências específicas, voltadas para o aprimoramento profissional, como literatura, jornalismo, práticas de pesquisa, contabilidade, entre outros.

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