Falta de vacina causa baixa imunização contra a aftosa

Mudança na quantidade de dose e receio de compra de agropecuárias forçam Estado a solicitar mais duas semanas para o Ministério da Agricultura. Na região, Passo Fundo apresenta 59% de cobertura vacinal parcial, enquanto Carazinho já vacinou 70% do rebanho

Foto: Divulgação | Fernando Dias | Governo RS

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A segunda etapa da vacinação da Febre Aftosa 2018 para animais bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade, que inicialmente estava marcada para encerrar em 1° de dezembro, deve ser prorrogada para 15 de dezembro. O pedido de prorrogação para o Ministério da Agricultura ocorreu na última segunda-feira (26), em razão da diferença de quantidade líquida da vacina a ser aplicada nos animais, que deverá sofrer alteração na primeira etapa de 2019, em maio. Para esta segunda etapa deste ano, as doses consideradas “antigas” já não são encontradas desde 20 de novembro em vários municípios do Estado.

Até o fechamento desta edição, a prorrogação ainda não havia sido anunciada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do Estado. Há tendência é que a notícia seja divulgada nesta sexta-feira (30), prazo máximo antes de começar o planejamento inicial da segunda etapa das doses. De acordo com o Estado, o pedido de prorrogação aconteceu por causa do desabastecimento de doses em agropecuárias cadastradas nas inspetorias regionais do Rio Grande do Sul.

A médica veterinária do Programa de Combate à Febre Aftosa, Grazziane Rigon, explica que muitas agropecuárias cadastradas não possuem a dose por não terem comprado das distribuidoras. A dose atual obtém 5 milímetros, enquanto a nova terá 2 mL. “Muitas agropecuárias não conseguiram comprar a dose junto as distribuidoras, porque futuramente já será uma nova. E há receio de que, se comprada a dose antiga, não se consiga vender e haja prejuízo. O produto antigo vai sair do mercado. Por isso, muitos produtores foram procurar e tiveram dificuldade de encontrar, o que acarretou no pedido de prorrogação”, esclarece. Segundo ela, algumas agropecuárias realizam listagem com produtores que demonstram interesse em adquirir as doses para, assim que autorizada a prorrogação, possam exercer a compra direto dos fabricantes.

A orientação, neste momento, é que os produtores pesquisem a relação de toda agropecuárias cadastradas nas regionais do Estado pelo no site da Secretaria (agricultura.rs.gov.br) para saber onde há vacina disponível para o rebanho. “É a orientação de momento, para que façam a pesquisa para ver onde se encontra a vacina. As pessoas podem ver quais [agropecuárias] estão próximas e possuem as doses”, completa Grazziane.

A prorrogação deve chegar, também, para melhorar os índices apresentados. No estado, 59% do rebanho havia sido vacinado na primeira etapa, conforme apuração da Secretaria de Agricultura, nessa quinta-feira (29). Com período maior, os produtores poderão adquirir a vacina que ainda não conseguiram comprar. Após a compra, a aplicação da dose deve ser feita em até cinco dias de compra. Para comprar, o produtor deve ficar atento às condições de conservação (que deve ser entre 2 e 8 graus).

ÍNDICE VACINAL NA REGIÃO: PASSO FUNDO COM 59% E CARAZINHO 70%

A segunda etapa da vacinação contra a Febre Aftosa tem por objetivo atingir 4,75 milhões de animais em todo RS. De acordo com o Programa de Combate à Aftosa no RS, a meta de imunização é de, ao menos, 90%. Até a primeira etapa de vacinação, o Estado registrou uma cobertura vacinal parcial de 59%. No ano passado, a cobertura parcial, segundo a Secretaria, foi de 62% no mesmo período.

Confira a porcentagem do rebanho já vacinado em alguns municípios da região Norte:

Marau – 78% do rebanho vacinado
Carazinho – 70%
Passo Fundo – 59%
Lagoa Vermelha – 52%
Ernestina – 43%

FEBRE AFTOSA

O Rio Grande do Sul não apresenta a Febre Aftosa desde 2001, segundo a Secretaria de Agricultura. No entanto, apesar do dado, a recomendação é que o produtor esteja atento às condições do rebanho, principalmente se os animais apresentarem sintomas, como lesões na região da boca, saliva em excesso etc. Anualmente, dois períodos são abertos para realização da vacina a Febre. Os produtores devem se cadastrar pela sua região e, posteriormente a vacinação, comprovar com nota fiscal na inspetoria regional, para comunicar quantos animais vacinou e quais as faixa etárias e sexo.

COMUNICAÇÃO

Os produtores interessados em vacinar o rebanho podem entrar em contato com a Secretaria de Agricultura do Estado por meio do Whatsapp, pelo 54-98445-2033, ou via e-mail [email protected], em que ele pode procurar a inspetoria mais próxima de seu cadastro.

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