Infestação predial por Aedes aegypti é de 1,2% em Carazinho

Semana Nacional de Combate ao mosquito fortalece conscientização para diminuir índice

Foto: Arquivo | Diário

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Encerra nesta sexta-feira (30) a Semana Nacional de Combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor das doenças dengue, zika vírus e febre chikungunya. A campanha acontece em todo o país e busca mobilizar a comunidade no combate ao mosquito. Em Carazinho, hoje, uma tenda deve ser montada na praça Albino Hilebrand com distribuição de materiais informativos.

Segundo o médico veterinário André Prado, coordenador das ações de combate ao Aedes no município, Carazinho está com o índice de infestação predial em 1,2%, o que significa que em cada 100 imóveis, um apresenta focos do mosquito – o que não significa focos da doença.

– Esse é um índice que diminui um pouco o risco, mas continua sendo preocupante, porque temos o mosquito Aedes aegypti na cidade, embora não com a presença do vírus, pois não temos casos da doença, mas o risco ocorre por pessoas que possam se deslocar para regiões e retornar com a doença – explica Prado.

Isso porque se um mosquito não infectado picar uma pessoa infectada, ele recebe o vírus e se torna um transmissor. Neste ano, o município registrou um caso importado de um homem de 54 anos. Ele contraiu a doença durante viagem a Natal, no Rio Grande do Norte, e o caso foi confirmado em agosto. Na época foram realizados bloqueios e uso de inseticida para conter o vírus.

CONSCIENTIZAÇÃO EM CASA

De acordo com Prado, embora a situação no município esteja sob controle, é necessário que a população não pare de atuar no combate ao mosquito, uma vez que a maioria dos focos não são localizados em terrenos baldios, mas em residências.

– De 80 a 90% dos focos estão em residências, não na rua ou imóveis comerciais. Mas em casas, porque ali o mosquito tem o que precisa. Tem abrigo e moradores que eles podem se prover do sangue. Então, independente se o mosquito está ou não infectado pela dengue ou as outras doenças, ele se prolifera, pois têm um ambiente adequado – explica.

De acordo com o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Divino Martins, atividades básicas podem evitar problemas maiores, desde que cuidados na base. “O verão é o período que requer maior atenção e intensificação dos esforços para não deixar o mosquito nascer. No caso da população, além dos cuidados, como não deixar água parada nos vasos de plantas, é possível verificar melhor as residências, apoiando o trabalho dos agentes de endemias. Esses profissionais utilizam técnicas simples e diferenciadas para vistoriar as casas, apartamentos e espaços abertos”, aponta.

 

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