Lei sobre uso de canudos plásticos gera dúvidas

Após ter sido aprovado na Câmara, proposta que proíbe o uso de canudos plásticos em estabelecimentos de Carazinho estabeleceu cerca de seis meses para adaptação

Foto: Isabella Westphalen | Diário

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Em novembro do ano passado, foi aprovado na Câmara de Vereadores de Carazinho um projeto de lei que obriga restaurantes, bares, lanchonetes, mercados, mercearias, supermercados, ambulantes e similares a usarem e fornecerem canudos de papel biodegradável ou reciclável, com o objetivo de proibir o uso de canudos de plástico na cidade, seguindo uma tendência que já é vista em outras cidades do Brasil, principalmente no litoral.

O projeto é da autoria do vereador Ivomar de Andrade (Tomate), que afirma que a ideia surgiu pensando no malefício causado pelos canudos ao meio ambiente. Por outro lado, depois de aprovada, a lei agora deve ser fiscalizada pelo Poder Executivo Municipal. “Não sei de que forma faríamos essa fiscalização. Acho complexo essa fábrica de leis, que se tira da cartola uma lei para contar número. Vamos ter que fazer um estudo de como agir, como fiscalizar, porque, em primeiro lugar, não temos efetivo”, relatou o secretário de Desenvolvimento Dêninson Costa.

Segundo Costa, é preciso que se estude a lei, para que se saiba como fiscalizar, como punir, de que forma agir. De acordo com Tomate, o prazo para que a fiscalização comece seria de aproximadamente seis meses.

Visando uma cidade sustentável

Canudos plásticos são extremamente nocivos ao meio ambiente pelo fato de que demoram de 100 a 400 anos para se decompor, provocando um acúmulo de resíduos em aterros e mares. Segundo Tomate, foi pensando nisso que sugeriu o projeto, afinal, afirma ser um defensor do meio ambiente, buscando sempre despertar uma consciência ambiental ao observar a cidade.

– Comecei a observar essa questão do uso de canudos, que levam quase 400 anos para degradação. Na parte litorânea, grandes centros já praticam isso, a proibição do uso de canudos plásticos, usam produtos biodegradáveis, já tem empresas produzindo esse tipo de material – relatou o vereador, que comenta também que a fiscalização compete ao Executivo e que, para que os estabelecimentos não se prejudiquem, devido aos estoques, foi dado um prazo de seis meses para a adaptação.

Sobre a divulgação disso para a população, Tomate diz que a mídia é parceira nesse processo de conscientização e que se trata de um processo a caminho da sustentabilidade. “É uma conscientização, não é punição. Visa o futuro, para que a gente tenha uma cidade sustentável, limpa”, finalizou o vereador.

Para a proprietária do Granola’s Café e Gourmet, Kátia Soares Alberti, não vai ser um problema se adequar à nova norma, da qual já estava a par quando a reportagem entrou em contato. “Acredito que é uma tentativa válida de conservação do meio ambiente. Acredito que deveríamos também substituir as sacolas e garrafas plásticas”, relatou Kátia, que afirma que já fez o pedido do canudo biodegradável e aguarda a entrega. “O valor deste novo canudo é superior ao ofertado hoje e não há a mesma disponibilidade, eles estão com dificuldade para entregar”, complementou a empresária.

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