Mais Médicos: Passo Fundo já conta com dois médicos

Após a desistência de Cuba, chegam os primeiros profissionais que se inscreveram na seleção do Ministério da Saúde

Foto: Caetano Barreto / Diário

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O programa Mais Médicos disponibilizou para Passo Fundo oito profissionais, e destes médicos, quatro eram mulheres cubanas, que atendiam à população na Unidade Básica de Saúde Adolfo Groth, no bairro Professor Schisler. Após o rompimento do seu país natal, as cubanas deixaram de atender, deixando as vagas em aberto.

A redação do Diário da Manhã contatou com a Secretaria de Saúde de Passo Fundo, que repassou a informação de que duas dessas vagas já foram preenchidas por dois profissionais brasileiros. Ambos são de Passo Fundo e, segundo a assessoria da secretaria, o primeiro interessado teria solicitado a vaga logo no início da seleção.

Ainda conforme a secretaria, existe mais um interessado entrou em contato, e a expectativa é que ele se apresente na próxima segunda-feira (11). A quarta vaga restante ainda não teve registro de interessados.

De volta ao lar

Um dos substitutos é Diego Teixeira de Farias, 37 anos, formado ainda em agosto deste ano. Ele assumiu uma vaga no Posto de Saúde da Família 1º Centenário.

Foto Caetano Barreto / Diário

“Sou de Passo Fundo, vivi e me criei nesse bairro, e fiz minha formação em Canoas. Só saí daqui dois momentos: quando fui para Santa Maria fazer cursinho, e depois para cursar Medicina. Meu desejo era ficar aqui, eu trabalhava no Hospital São Vicente como auxiliar de enfermagem, e só saí quando embarquei nessa de ser médico, e contando com o apoio de alguns médicos que trabalhavam no hospital”, conta.

O jovem médico quer iniciar a residência no ano que vem, mas ainda não decidiu qual a especialização.

“Sempre tive o plano de voltar para cá, até porque minha família é daqui, meus amigos também. Mas nunca imaginei trabalhar no 1º Centenário. Revi os vizinhos, que ficaram sabendo e vieram me visitar”, revela.

Vontade de ajudar

Diego defende a importância do sistema público de saúde.

“Tem coisas que se resolvem nos postos. Não precisa ir para um especialista, nem sobrecarregar a emergência dos hospitais. Acho que o paciente hoje é muito imediatista, ele quer tudo para agora, quer urgência. Tem ainda um estigma com o ‘médico de postinho’, mas isso vai de paciente para paciente”, afirma o médico.

Para Freitas, sua profissão é seu orgulho.

“Eu amo ser médico, eu gosto de ajudar as pessoas. Não digo isso porque atendo aqui no bairro não, sempre fui de ajudar a população. Eu escolhi atuar nessa área, demorei sete anos para entrar na faculdade, sempre pelo vestibular, trabalhava enquanto fazia cursinho. Vendi meu carro, vendi minha moto, tive sempre apoio dos meus pais. E é gratificante, pois quando tem que correr atrás, os valores se tornam diferentes. As conquistas são outras, as batalhas também”.

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