Obras da Av. Brasil: meta é chegar nos 50% ao completar um ano

Diário da Manhã traz um resumo dos oito meses de revitalização da maior via de trânsito de Passo Fundo e apresenta objetivos e perspectivas para próximas fases

Fotos: Matheus Moraes/Diário

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A Prefeitura de Passo Fundo, por meio da Secretaria de Planejamento, em conjunto com a Secretaria de Obras, tem como objetivo chegar aos 50% das obras de revitalização da Avenida Brasil até o início de abril de 2019, período em que marcará um ano de serviços.

Atualmente, a obra está 23% concluída, na terceira fase. Na quarta fase, terá alcançado a metade da revitalização. Dos R$ 17 milhões projetados para as obras em 24 meses, cerca de R$ 2,9 milhões já foram investidos durante as primeiras fases. Há oito meses em obras, a revitalização iniciou no trevo da BR 285, na saída para a Universidade de Passo Fundo (UPF) e, atualmente, se localiza até a Rua Olavo Bilac, no bairro Petrópolis.

Numa obra de 5,5 quilômetros de extensão, a metade da revitalização será quando chegar na esquina da Avenida Brasil, com a Rua Ângelo Pretto, na via da Rodoviária, próximo do Paço Municipal.

Quando a obra chegar em sua metade, nas proximidades da ponte do Rio Passo Fundo, será instalado um semáforo rodoviário para orientar o fluxo, já que os veículos deverão passar em uma única via de cada vez.

O procedimento será diferente do andamento inicial da obra e ainda atual, em que um trecho da Avenida Brasil é interrompido para as obras, enquanto a via contrária é liberada para o trânsito.

A medida será adotada porque não há possibilidade de fazer o “laço de quadra” com ruas paralelas a Avenida Brasil, como já acontece com as ruas Morom e Paissandú.

Neste mais de um semestre de obras, a avaliação é de que o setor de Obras segue dentro do cronograma estabelecido no projeto, mesmo com adversidades climáticas que ocorreram ao longo do tempo, o que adiaram dias de obra em razão das chuvas.

De acordo com o Secretário Adjunto de Obras e que também planeja a cidade, Gustavo Heurich, outras interferências na via, como volume excessivo de escavações, também fizeram com que o trecho inicial fosse mais demorado que o planejado.

“A gente já esperava que a obra fosse ser trabalhosa por ser na Avenida Brasil. A gente já tem uma série de influências que acabam interferindo no cronograma. Tivemos um período atípico de chuvas, com acentuação, chuvas acima da média. Além disso, no primeiro trecho da Petrópolis, tivemos grandes escavações, tubulações com diâmetro grande, o que fez aumentar a demora no processo. Mas ainda assim consideramos que estamos dentro do esperado, do previsto. Estamos com essa expectativa de chegar nos 50% da obra no fim do primeiro ano”, afirma.

OBRA NA TERCEIRA FASE

Atualmente, a obra está entre a Rua Dom Pedro II até a Rua Olavo Bilac, onde há o posto policial no bairro Petrópolis. Segundo Heurich, o trabalho é realizado na pista, com drenagem, colocação de meios-fios, além da revitalização do passeio público.

“A previsão é que possamos finalizar essa etapa de drenagem e fresagem até o fim de semana. Na semana que vem, queremos realizar a pavimentação desse trecho, para que já possamos logo liberar o fluxo nesse trajeto, no sentido bairro ao Centro”, declara o secretário adjunto.

Depois disso, a obra irá passar para o lado contrário, no sentido Centro ao bairro.

OBRA DEVE SER MAIS RÁPIDA NO CENTRO

A preocupação da comunidade com a chegada da obra na região central, para depois de abril de 2019, se deve ao acúmulo de veículos, que precisarão se deslocar por outras vias que não a principal avenida da cidade.

O secretário adjunto de Obras, Gustavo Heurich, explica que as obras serão realizadas de duas em duas quadras neste trecho para fluir de maneira mais rápida que nas fases iniciais. Além disso, ele elenca que a canalização na região também será menor. Por outro lado, o que mais deve demorar, serão os novos passeios públicos, onde não há pisos táteis e rampa de acessibilidade.

“Temos a influência do trânsito no centro, um número maior de comércio, o que é um problema, porque temos que fechar a via. É um problema a mais que vamos enfrentar em relação a Petrópolis, porém vamos trabalhar de maneira mais curta e rápida. O trecho ficará fechado por menos tempo. A canalização diminui bastante. Temos algumas travessias, algumas bocas de lobo para refazer, abrir para limpeza. Mas tubulações de grande porte, como tem sido na Petrópolis, não teremos no centro. A Avenida no Centro trabalha com divisor de águas, não possui bacias como na Petrópolis”, esclarece.

“O que mais vai demorar na parte central é a execução dos passeios. Muitos locais do Centro já têm passeios adequados, mas vamos implantar pisos táteis e rampas onde não tem. Não é que a obra se torna mais simples, mas o público sofre menos interferência”, completa Heurich.

CORREÇÕES SERÃO FEITAS

A cada quadra finalizada pela equipe responsável pelas obras, avaliações são feitas por meio de resultados de ensaios apresentados em laudo técnico.

Em setembro, o Diário noticiou que um trecho da BR 285 até a Rua Rui Barbosa seria refeito, em razão de que a recuperação do asfalto apresentava problemas de acúmulo de água na pista e irregularidade no sentido longitudinal. Nessa linha, a Secretaria de Obras observa todos os resultados para que a obra saia conforme o que está no projeto.

Nos trechos mais recentes, os laudos técnicos recém chegaram até o poder público municipal, que deverá determinar se alguma intervenção será realizada. Segundo Heurich, a Avenida Brasil, além de antiga, já recebeu diversas intervenções em sua história. Por isso, muitas vezes é necessário fazer o reparo do que está sendo revitalizado.

“A gente já sabe que em alguns trechos teremos que fazer correções, porém são correções normais de acontecer. É uma obra muito extensa, grande. A gente tem que fazer o trecho e liberar o fluxo. A Avenida é antiga, sofreu muitas intervenções. Num trecho de solução, acaba dando algum tipo de problema. Todos serão avaliados. Cada tipo de intervenção será determinada pelos ensaios que estamos analisando nos laudos que recebemos”, conclui.

OBRA

As obras da Avenida Brasil estão divididas em três projetos: o primeiro abrange pavimentação, ciclovia, drenagem, acessibilidade e sinalização; o segundo compreende ampliação e substituição da rede de esgoto; e o terceiro inclui melhorias na rede de infraestrutura elétrica.

O investimento total será de R$ 17 milhões, incluindo recursos da Prefeitura de Passo Fundo, financiamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e convênio com a Corsan.

Com cerca de R$ 2,9 mi aplicados no investimento, as obras contarão com um balanço em abril de 2019, após fechar um ano. A ideia é apresentar em planilhas todos os custos até então e conferir a viabilidade financeira para o seguimento do processo, com objetivo de ver o reflexo financeiro para o cronograma de serviços.

PREFEITO SATISFEITO COM CRONOGRAMA

Luciano Azevedo

O prefeito de Passo Fundo, Luciano Azevedo, declara estar satisfeito com o cumprimento do cronograma.

“A obra da Avenida Brasil é complexa, envolve alterações no trânsito e depende das condições climáticas, mas estamos satisfeitos com o fato de o cronograma inicial estar sendo cumprido”, afirma.

Além disso, o chefe do Executivo pede paciência da população pelos transtornos em razão das obras da principal via da cidade.

“Sabemos que uma grande obra sempre causa transtornos e pedimos que a população siga tendo paciência e a compreensão, porque, ao final, teremos uma avenida melhor para todos”, conclui Luciano.

Fase I
Trevo da BR 285 até a Rua Rui Barbosa (concluída)

Fase II

Rua Rui Barbosa até a Rua Dr. Bozano (concluída)

Fase III

Rua Dr. Bozano até a Rua Olavo Bilac (em andamento)

Fase IV
Rua Afonso Pena até a Rua Ângelo Pretto (próxima fase) – 50%

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