Noivado de cinema

Conheça a história da inesquecível sessão que terminou como nos romances: em pedido de casamento

Fotos: Arquivo Pessoal

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O aglomerado de pessoas nos corredores de um dos cinemas de Passo Fundo, no Bella Città Shopping, é sempre comum às duas sessões da noite, que normalmente começam e terminam em horários simultâneos.

Naquele dia, as filas se formavam no caixa, na pipoca e nas entradas das salas, mas um grupo de pelo menos quinze pessoas chamava a atenção pelo burburinho e pela decoração: algumas segurando balões em formato de coração, um senhor trazendo um buquê de flores e, mais a frente, mais pessoas carregando uma faixa.

No balcão de venda dos ingressos, uma das funcionárias comenta “vai ter pedido de casamento no cinema hoje”.

As portas são abertas uma vez que o filme se encaminha para o fim e essa é a deixa para o conjunto adentrar a sala discretamente. Lá dentro, o casal estava estrategicamente posicionado nas poltronas ao lado esquerdo, próximos da entrada, e Pethry aguardava ansioso o momento que planejou ao longo da semana, mas Renata permanecia atenta ao filme, sem nem imaginar o que estava para acontecer.

“Eu acho que era o único lugar que ela não ia notar que eu ia fazer o pedido, tanto é que ela nem percebeu, só na hora, eu consegui fazer essa surpresa pra ela”, conta Pethry, orgulhoso.

Na hora do pedido, Pethry mostrou à noiva um pequeno vídeo, que produziu com fotos dos dois e finalizou com um versículo bíblico, que ele enviou à Renata ainda na época que a relação era só de amizade, e depois, conforme os amigos e familiares que acompanhavam o momento se revelavam ainda na penumbra da sessão, já era possível ler na faixa, erguida em frente ao casal: “quer casar comigo?”.

Pethry, em meio aos tantos elementos inusitados do momento, seguiu o protocolo clássico dos pedidos de casamento: ajoelhou-se e estendeu as mãos, mostrando a caixinha da aliança.

“Fiz o pedido e ela disse sim”

Naquele instante, tanto o restante do público da sessão quanto os curiosos que aguardavam o desfecho na porta irromperam em aplausos e assovios. Cena de cinema.

“Eu nem achei que ia dar certo… mandei o e-mail pro cinema e eles aprovaram aí eu comecei a me organizar, foi entre segunda e sábado. Falei com o pessoal, com os pais dela e arrumei as alianças”, explica o noivo.

Pethry Teixeira, hoje com 19 anos, veio de Goiás para Passo Fundo há quatro anos e aqui conheceu Renata Piardi, de 23, um pouco mais tarde, quando começaram a conversar.

“Eu sabia que o pedido iria acontecer mais cedo ou mais tarde, mas pra mim naquele dia iríamos assistir ao filme e só”, conta a noiva.

Da amizade à paixão

“Começamos como amigos e depois foi aumentando o sentimento, até que começamos a namorar em março desse ano e então chegou aonde chegou”, diz ele.

Segundo o noivo, os dois adoram cinema, e isso contribuiu para que o pedido acontecesse lá, mas não imaginaram que tantas pessoas acompanhariam o momento, além daquelas escolhidas com carinho por Pethry.

O noivo conta que ele e a futura esposa são um casal muito unido pela fé, um dos motivos para o momento ser tão especial, e acredita que tudo se encaixou como deveria.

“Há um tempo já eu estava procurando alianças, mas estava meio difícil e eu não encontrava o momento certo, mas tudo acabou se organizando em menos de uma semana. Era pra acontecer.”

Os pais de Renata se surpreenderam com o pedido, mas imediatamente concordaram e ficaram felizes pelo casal.

“A gente começou a namorar e os pais dela sabiam que em algum momento daríamos um passo adiante, porque a gente começa a namorar com um objetivo né, se for namorar por namorar nem eu queria e nem ela, não é essa a intenção. Então os pais dela estavam cientes que em algum momento ia acontecer. Quando eu falei eles ficaram surpresos, mas felizes, eles nos abençoaram e por eles estava tudo bem, ficaram felizes por darmos esse passo”, relembra Pethry.

“Agora entramos na estação, como se diz, de juntar recursos pro casamento. A gente tem uma ideia de data, mas ainda está tudo em aberto. Esperamos que seja o mais breve possível, mas assim como se organizou pro pedido de noivado a gente crê que vai se organizar pro casamento”.

Depois de acompanhar o desenrolar do pedido, aqueles que aguardavam o início da próxima sessão retornaram ao corredor do cinema e o que se ouvia repetidamente era que a cena “já valeu mais que o filme”.

O casal, que não pensou no impacto que poderia causar com o gesto, mostrou que os melhores momentos podem surgir das intenções e ideias mais simples.

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