Preços estabilizados na cesta básica de 2018

No ano passado, valor da cesta aumentou apenas 1,24%. Previsão é de que em 2019 siga na mesma média

O tomate foi o item da cesta básica com a maior variação de preço, registrando queda de 26% no último mês pesquisado (Foto: Arquivo | Diário)

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Abaixo do que a própria inflação do período – que está em cerca de 3,8% – o aumento médio na cesta básica carazinhense foi de 1,24% em 2018, considerando uma análise de janeiro a dezembro. Segundo o diretor da Ulbra Carazinho, Gilmar Maroso, que coordena o estudo, houve um leve aumento de 0,87% dos 48 produtos da cesta, se comparado dezembro e novembro do ano passado. Dos 48 itens, 21 itens subiram de preço, 17 diminuíram e 10 não sofreram alterações na comparação entre os dois meses.

O curso de Administração da Ulbra Carazinho realiza essa pesquisa do comportamento da cesta básica desde 2002. Segundo o relatório, em dezembro do ano passado foram completados 199 meses consecutivos de pesquisa. Para Maroso, que é responsável por tabular e analisar os dados coletados, o aumento da cesta ter ficado abaixo da inflação é justificado pelo fato de que em 2017 houve um aumento de preços, ficando acima da inflação. “Agora, com a crise, os preços se estabilizam de forma geral. Então, em 2018 dá para dizer que o comportamento da cesta foi tranquilo, sem grandes oscilações”, relatou o diretor.

Diretor da Ulbra Carazinho, Gilmar Maroso

O valor da cesta está em R$ 1.196,30. A cesta básica analisada é composta por produtos de alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica. Segundo explicações do relatório, a coleta de dados é realizada mensalmente, no último dia útil de cada mês em cinco supermercados da cidade pelos acadêmicos do curso de administração.

O que mudou?

Os itens alimentares subiram 1,2%. Já os itens relativos à limpeza doméstica 0,7% e os produtos de higiene pessoal reduziram os preços em 0,3%. Segundo Maroso, ao analisar os produtos que aumentaram de preço, entre os cinco primeiros três referentes ao segmento hortifrutigranjeiros (cebola, batata inglesa e cenoura), todos com aumento acima de 10%.

Em seguida, há o aumento de 8,8% no papel higiênico e em torno de 8,1% na margarina. De acordo com o professor, estes foram os itens que mais subiram de preço entre os 48. Sobre quedas de preço, Maroso afirma que o que mais reduziu foi o tomate, em 26%, produto que tinha subido bastante de preço há cerca de três meses. “Isso acontece pela questão de entresafra. Agora, voltando ao período de produção, retoma seu preço de normalidade”, explicou o professor.

Os cinco produtos que aumentaram os preços:

Cebola + 15,1%

Batata inglesa + 12,0%

Cenoura +10,3%

Papel Higiênico + 8,8%

Margarina +8,1%

Os cinco produtos com maior redução de preços:

Tomate -26,3%

Vinagre -15,0%

Farinha de mandioca -11,6%

Extrato de tomate -10,0%

Refrigerante -7,8%

2019

Segundo o diretor, para 2019 o que se pode esperar é que as variações de preços não vão ser altas, afinal, a taxa de desemprego cai lentamente, não refletindo em grande massa salarial, por exemplo. “Não tem como subir muito os preços, até porque os próprios combustíveis estão aí, estabilizados, até em queda. A energia elétrica estamos sem bandeira, então não vai ter aumento efetivo”, avaliou Maroso.

Em linhas gerais, o professor acredita que os preços para este ano vão gravitar muito em torno do que aconteceu no ano passado e analisa o comportamento da cesta básica carazinhense. “Se pegarmos o comportamento da cesta em Carazinho, tivemos itens alimentares que subiram 1,2%, os de limpeza doméstica 0,7% e higiene pessoal retraíram 0,3%, justamente porque em 2017 haviam subido acima da média”, finalizou o diretor.

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