Prevenção é fundamental no controle de ervas daninhas

Aplicação de químicos tem melhor resultado quando a planta ainda está em fase de desenvolvimento

Foto: Arquivo/Diário

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Sojicultores da região estão intensificando o trabalho de pulverização no combate às ervas daninhas nas lavouras da oleaginosa, que este ano ocupa cerca de 640 mil hectares de terra na região. Principal atividade econômica do agronegócio de grãos regional, a soja está em fase de desenvolvimento vegetativo.

De acordo com o agrônomo Mauro Rohr, o controle das ervas daninhas tem resultado melhor quando a aplicação do herbicida é realizada antes da cultura ocupar os espaços entrelinhas da semeadura, que está concluída. Em relação à safra passada, a região plantou cerca de 1,5% a mais em área de soja.

Conforme o agrônomo, este ano o clima acabou favorecendo o surgimento de um número maior de plantas daninhas nas lavouras. “Nos últimos dias, os produtores entraram com os pulverizadores realizando a primeira aplicação de controle químico das ervas daninhas”, comenta Rohr.

Segundo ele, o atraso no desenvolvimento das plantas, principalmente nas áreas com reposição das sementes, acabou sendo um ponto positivo para o desenvolvimento acelerado das ervas daninhas. “O controle deve ser feito antes da soja tomar proporções que cobrem o solo, pois as ervas daninhas que estiverem protegidas pelas plantas certamente não serão atingidas pelo controle químico”, completou.

Ferrugem na soja

Rohr faz um alerta aos produtores em relação à ferrugem da soja, que nos últimos anos estava em índices controláveis. “Tudo indica que teremos problemas com esta doença, pois os primeiros sinais de comprometimento de plantas estão acontecendo de 30 a 40 dias de antecedência. É uma situação preocupante, pois a pressão da doença já começou quebrando o ciclo de tranquilidade dos agricultores em relação à doença”, disse o agrônomo.

Conforme ele, o fungo debilita a planta, que acaba tendo perda considerável de folhas, fato que compromete a produção de grãos, por consequência a produtividade das lavouras atingidas. O controle é basicamente realizado pela aplicação de fungicidas. “Existem outras maneiras de ajudar neste controle como, por exemplo, a semeadura de cultivares mais resistentes à ferrugem”, explica.

Uma das orientações técnicas é de que o controle deve ser preventivo para evitar o surgimento ou propagação dos primeiros focos da doença dentro das lavouras, em virtude da agressividade e rapidez com que o fundo se propaga dentro de uma lavoura de soja. “De 10 a 15 dias o produtor pode perder lavouras. Atrasar a evolução do fungo é muito importante e isso pode ser feito por controle químico. Eliminar em definitivo o fungo vai ser difícil. Na safra passada, o registro da ferrugem se deu quase no final do ciclo da cultura, não prejudicando a produtividade das plantas. Neste ano, houve registro muito antes. Quando o fungo entra cedo nas lavouras é preocupante. Trabalhar preventivamente pode significar o sucesso no final”, completou Rohr.

Chuva

As chuvas registradas nos últimos dias, principalmente, a da quarta-feira (19), trouxe alívio ao homem do campo. O volume acumulado que variou de 20 a 70 milímetros amenizou a situação das lavouras de milho, que estavam apresentando problemas pela falta de umidade no solo. Foram praticamente duas semanas de uma estiagem que estava comprometendo a formação dos grãos do cereal, segunda cultura mais semeada para a safra de verão 2018/2019.

Para o agrônomo, a soja também terá uma reação no seu desenvolvimento em função das chuvas. “Sabemos que ainda existem locais em que as precipitações foram muito abaixo do ideal, mas a expectativa é de que a chuva volte à normalidade e fique no mês de dezembro pelo menos próxima da média histórica do período, algo em torno dos 140 a 150 milímetros,” comentou.

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