Qualidade do asfalto de Passo Fundo volta a ser discutida

Mesmo com Usina de Asfalto para aumentar capacidade de pavimentação no Município, moradores apontam precariedade nas vias urbanas com buracos e desníveis de solo

Fotos: Matheus Moraes | Diário

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Tema que já gerou polêmica em Passo Fundo há alguns anos, a qualidade do asfalto nas vias urbanas voltou à tona na comunidade. Desta vez, são diversos os relatos nas mídias sociais sobre a durabilidade do serviço de pavimentação nas principais ruas da cidade, mas também em vias mais deslocadas, como nos bairros Santa Marta, São José, entre outros.

Além da durabilidade do asfalto, a população questiona, também, os diversos desníveis existentes em ruas da cidade por causa de tampas de caixas de concessionárias de serviço público.

Na Avenida Brasil, desnível asfáltico é registrado em trecho de grande movimento

O presidente da Associação dos Moradores do bairro Santa Marta, Cristiano Reinehr, relata que o problema é geral no município. No caso dele, os buracos já causaram prejuízo no bolso. “Os buracos estão em todos os lugares de Passo Fundo. A qualidade do material é péssima. É uma situação geral, não apenas do nosso bairro, que já tem trechos terríveis na Rua Miguelzinho Lima. Eu já tive prejuízo com asfalto. Estourou a roda da caminhonete, entortou tudo”, lembra.

Outro passo-fundense também declara insatisfação com a qualidade asfáltica do Município. O advogado Saulo Schell, que trafega em diversos bairros da cidade em razão da sua profissão, conta que a diferença é mínima entre uma região e outra. “Quando se passa por vários locais da cidade, como faço diariamente, você percebe que são vários buracos. Tem muito desnível nas ruas também. Infelizmente, a qualidade é precária. É frequente para quem conhece os lugares da cidade. Nós vemos que a cidade inteira acaba sofrendo com isso, porque as pessoas comentam muito do problema”, acrescenta.

Sem asfalto em tampas, ruas contam com desníveis, o que pode causar prejuízos aos motoristas

O secretário adjunto de Obras de Passo Fundo, Gustavo Heurich, por sua vez, afirma que o asfalto oferecido na cidade é de boa qualidade. Segundo ele, existe dificuldade em sanar o problema do desnivelamento de via em razão das tampas no solo, como em casos de empresas como Rio Grande Energia (RGE) e Corsan. “A nossa qualidade de asfalto é boa. Até porque, hoje a gente faz pavimento novo, em ruas novas. O asfalto apresenta uma boa durabilidade. A gente fica um bom tempo sem ter problema. O nivelamento das tampas é um problema. Quando fizemos a pavimentação, a tampa fica com desnível maior. São várias empresas com isso. Nós temos dificuldade na inserção do pavimento, de fazer a regularização, porque muitas vezes não temos retorno das empresas. Para ajustar tudo, é necessário abrir as caixas grandes, fazer nova parede, tampa de concreto. Um serviço complicado de fazer e que demanda tempo, uso das vias para isso”, explica.

USINA DE ASFALTO DO MUNICÍPIO

Passo Fundo conta com uma Usina de Asfalto para qualificar a pavimentação da cidade e aumentar a sua capacidade. Ela é localizada junto à pedreira na Perimetral Leste ERS 135, no Parque Farroupilha. A unidade abastece todo o município em operações tapa-buracos, utilização em remendos, além de oferecer pavimentação em ruas novas dos bairros. Neste período de início de ano, a Usina está momentaneamente com as atividades suspensas até 21 de janeiro, em razão da compra de material para produção de asfalto para esta temporada.

Segundo o secretário adjunto de Obras, a Usina abastece o Município de maneira eficaz. “Estamos num período de fechamento de compras, mas a Usina vem funcionando normalmente. Ela é usada para pavimentação de ruas novas, tapa-buracos, remendos. Todo material tetril usado no asfalto vem da pedreira”, completa Heurich.

O asfalto que vem da Usina, no entanto, não é utilizado em obras licitadas, como obras com recursos oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Nesses casos, como o da obra da Avenida Brasil, são empresas mesmo que colocam. Mas quando são obras encaminhadas pelo setor de Obras, de manutenção e recursos próprios, a pavimentação é direta da usina, com toda produção”, conclui.

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