Venda de automóveis novos cresce 14,5% em Carazinho

Percentual é praticamente o mesmo registrado no país em 2018 e acima do crescimento médio do RS no setor

Foto: Adriano Dal Chiavon | Diário

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ADRIANO DAL CHIAVON           PAULO SANTOS

O desempenho das concessionárias de automóveis de Carazinho em 2018 foi positivo. Conforme levantamento do Grupo Diário da Manhã realizado junto a cinco empresas de revenda de carros e caminhões novos na cidade, o crescimento médio de comercialização de veículos foi de 14,5% no ano passado, em comparação com 2017. O percentual na cidade foi praticamente o mesmo registrado em nível nacional no período.

Conforme a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a venda de automóveis comerciais leves, ônibus e caminhões no país cresceu 14,6% em 2018 no comparativo com o ano anterior. Foram 2,6 milhões de unidades emplacadas no país em 2018. Com o resultado, o setor já marca o seu segundo crescimento consecutivo, depois de ser um dos mais afetados pela crise econômica no país.

Já comparado em nível estadual, o desempenho das concessionárias de Carazinho foi mais positivo. Em 2018, o Rio Grande do Sul registrou um total de 144,8 mil unidades de veículos comercializadas, o que representa um aumento de 12,60% ante 2017, de acordo com dados da Sincodiv/Fenabrave-RS

Agricultura ajudou no crescimento

Na avaliação do gerente de vendas da Carazinho Veículos, revenda Chevrolet, Eduardo Pinto, o resultado positivo de 2018 e o impacto da crise menor em anos anteriores na cidade se deve muito ao setor primário. “A região, devido à força da agricultura, fez com que não sentíssemos muito a forte crise que o setor sofreu nos últimos anos. Em relação a 2018, foi um ano muito bom na venda de veículos. Desde 2014, quando registramos uma queda, a cada ano estamos registrando acréscimos entre 8% a 12%, o que são números muito bons”, analisa o gerente de vendas.

O ano passado também foi de surpresas para as empresas do setor em Carazinho. “O ano de 2018 foi de muita surpresa para a gente, pois entramos de maneira bem cautelosa no começo e conseguimos ter um crescimento que foi acima da nossa expectativa. A grande surpresa mesmo foi a partir do segundo semestre, quando as coisas começaram a se encaixar, a própria montadora trouxe as promoções, houve um lançamento de muito sucesso que nos auxiliou muito. Não imaginávamos que fosse crescer tanto”, relata o gerente comercial da Salwipa, revenda Volkswagen, Marcio Scoz.

Outro gerente que destaca o crescimento, até certo ponto inesperado no ano passado, é Paulo Augusto Martins, da Augustin Veículos, revenda Ford. “Projetávamos um ano de muita apreensão, por se tratar de um período atípico, com eleições, Copa do Mundo e a instabilidade na economia. Mas, no fim, conseguimos um número até considerável de crescimento”, afirma Martins.

Alguns estabelecimentos chegaram a superar a média nacional, o que contribuiu para auxiliar na recuperação. “Apesar das dificuldades e da instabilidade político-econômica do nosso país, para nós foi um ano bem bom. Fechamos 2018 com crescimento, superando o resultado de 2017 e acima da média nacional”, aponta o gerente de vendas da Marina Veículos, revenda Fiat, Jair Francisco Andreatto.

Comercialização de caminhões também foi positiva

Além da venda de carros, a comercialização de caminhões também foi positiva na revenda Ford de Carazinho. De acordo com o gerente de vendas Paulo Augusto Martins, o percentual de aumento foi dentro da média nacional. “No caso dos caminhões, em 2018, como houve eleição, tivemos uma demora maior na liberação de financiamentos. Por serem veículos de maior valor, existe uma dependência maior de linhas de crédito ligadas ao governo, além da aquisição de órgãos públicos, que dependem de licitações. Então, a comercialização desse tipo de veículo é mais lenta do que de carros. Mas, mesmo assim, houve um acréscimo em relação a 2017”, informa Martins.

No geral, conforme os gerentes das revendas de automóveis da cidade contatadas pelo Diário, os percentuais de crescimento variaram entre 10% a 20%. Esses bons números também são esperados para 2019, já que a perspectiva para este ano é muito positiva no setor. Um exemplo é a da taxista Helenice Janete, que irá trocar seu veículo neste começo de ano. “Busco sempre por um carro econômico, já que é para trabalho, com adicionais que os clientes gostem e que agrade aos passageiros”, relata a consumidora.

Atenção aos gastos extras

A orientação de economistas para quem vai adquirir um veículo é considerar os gastos extras do automóvel, como combustível, seguro, manutenção, estacionamento, além dos custos com documentação, impostos e a aquisição em si do carro. Além disso, é preciso levar em consideração pelos compradores a desvalorização do automóvel, estimada em cerca de 10% ao ano, e elevada ao percentual de 20% no primeiro ano de uso.

Entre os consumidores, a principal regra na hora de buscar um veículo é a economia do mesmo. Isso é o que norteia, por exemplo, a procura do agricultor Paulo Schallemberger. “Vou priorizar por um carro econômico e que tenha adicionais que atualmente meu carro não tem, como ar-condicionado”, relata o produtor rural.

Para uma melhor experiência, os especialistas no setor sugerem ainda aos compradores que pesquisem com outros compradores o retrospecto do veículo pretendido, especialmente em casos de lançamentos, modelos novos ou marcas não muito comuns no mercado. Tudo isso é importante para evitar arrependimentos ou gastos fora do planejamento, que podem comprometer o orçamento pessoal.

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